Haddad diz que negociação evoluiu e sinaliza que Alckmin pode ir aos EUA

Ministro da Fazenda afirmou que as conversas com as autoridades norte-americanas continuam após 1° de agosto

Vitória Queiroz, da CNN, em Brasília
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista na portaria do prédio da pasta
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à imprensa na portaria do prédio da pasta  • Reprodução: CNN
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A negociação da tarifa de 50% com os Estados Unidos está evoluindo, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O chefe da pasta econômica afirmou nesta quarta-feira (30) que o diálogo com as autoridades norte-americanas vai continuar após a implementação da taxa, prevista para entrar em vigor na sexta-feira (1°).

“As conversas estão evoluindo. Na minha opinião, vão continuar evoluindo, independente da decisão que for tomada dia 1°. É o começo de uma conversa”, disse Haddad a jornalistas.

Ao ser questionado sobre a possibilidade do vice-presidente Geraldo Alckmin viajar para os EUA para negociar a tarifa, o ministro da Fazenda afirmou que a possibilidade existe. No entanto, ressaltou que para que a conversa em solo americano aconteça, pois considera necessário uma agenda “estruturada”.

Em entrevista à CNN na última terça-feira (29), Haddad defendeu que a negociação entre Brasil e EUA aconteça com dignidade. O ministro afirmou que o protocolo na negociação é necessário para haver segurança de “que não vai acontecer com o presidente Lula o que aconteceu com o [Volodymyr] Zelensky, que passou um papelão na Casa Branca”, em referência ao líder ucraniano.

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tem mantido contato com o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para tratar da negociação.

Haddad voltou a dizer nesta quarta-feira (30) que está tentando uma agenda com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Os dois se reuniram em maio para tratar da tarifa aplicada pelas autoridades norte-americanas aos produtos brasileiros. Na época, a taxa era de 10%.

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