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Haddad mira terminar COP30 com até US$ 10 bilhões para fundo de florestas

TFFF vai recompensar financeiramente países que preservam florestas tropicais e é uma das apostas do Brasil para viabilizar financiamento climático

Danilo Moliterno, da CNN Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que seria “um grande feito” o Brasil concluir sua presidência na COP30 arrecadando US$ 10 bilhões para o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre). A fala aconteceu em entrevista a jornalistas em São Paulo, nesta segunda-feira (3).

O TFFF, proposto pelo governo brasileiro, vai recompensar financeiramente países que preservam florestas tropicais por meio de um fundo global. Estes R$ 10 bilhões seriam arrecadados com investimentos de governos internacionais.

“No ano de presidência do Brasil, que a rigor é o ano que vem, terminar com US$ 10 bilhões em recursos públicos seria um grande feito. Até aqui nenhum país colocou nada relevante na mesa. Os ministros de finanças indicam que este número é ambicioso, mas possível”, disse o ministro.

Após a COP29, de Baku, fixar o compromisso de países aportarem anualmente até US$ 1,3 trilhão em ações de combate às mudanças climáticas, a COP30 tem como um de seus desafios apontar a origem destes recursos. O TFFF é uma das apostas da presidência brasileira para este fim.

“O TFFF é uma questão de os governos colocarem dinheiro. Não é doação, é investimento. Há depoimentos de muitos países que pretendem anunciar, mas não dizem o valor [...] Tem de tudo [países desenvolvidos e em desenvolvimento]”, disse ainda.

Os países com florestas tropicais que aderirem ao TFFF deverão apresentar relatórios anuais que comprovem a conservação. As cifras encaminhadas às nações seguem o cálculo de 4 dólares por hectare conservados. Os repasses poderão ser cortados ou sofrer descontos a depender do nível medido de desmatamento e degradação florestal.

Os países beneficiários terão autonomia para definir o destino final dos recursos. Todavia, as nações devem ter sistemas de gestão financeira transparentes e concordar em separar 20% dos recursos especificamente para povos indígenas e comunidades tradicionais.

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