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Hidrovia do rio Paraguai se recupera, mas requer atenção, diz secretário

Nível da lâmina d'água em Ladário (MS) está em 3,26 metros; há um ano, era de apenas 35 centímetros

Daniel Rittner, da CNN, em Brasília
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O nível do rio Paraguai está atualmente três metros acima do verificado no mesmo período do ano passado, quando passou por emergência hídrica, mas a situação do corredor fluvial ainda é acompanhada com atenção pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

"O nível do rio está abaixo da média histórica e ainda estamos no período seco", diz o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes.

De acordo com o boletim interno de monitoramento da secretaria, há exatamente um ano, a lâmina d'água em Ladário (MS) estava em apenas 35 centímetros -- o que levou à decretação da emergência hídrica.

Hoje, a régua de medição aponta 3,26 metros de água. Há dois anos, a cota estava em 4,14 metros na mesma época do ano.

O acompanhamento diário do nível dos rios é considerado essencial para que o Ministério de Portos e Aeroportos possa, caso necessário, adotar medidas que garantam o transporte fluvial de cargas.

Concessão

Na próxima semana, o ministério deve enviar ao TCU (Tribunal de Contas da União) o projeto de concessão à iniciativa privada da hidrovia do rio Paraguai -- primeira do gênero no país. Os estudos já foram fechados, após consulta pública, pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

O trecho deve ter cerca de 600 quilômetros de extensão e fica no chamado tramo sul do rio, entre Corumbá (ao lado de Ladário) e a foz do rio Apa, na fronteira com o Paraguai.

Em 2023, o volume transportado pela hidrovia foi de 7,9 milhões de toneladas -- 6,1 milhões de minério de ferro e 1,6 milhão de soja. Em 2024, os números diminuíram por causa da emergência hídrica.

Com a concessão, o ministério espera um aumento de três vezes no volume transportado até 2035. Estão previstos investimentos em dragagem e em sinalização, entre outras intervenções.

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