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    Importadores de combustível levantam dúvida sobre autossuficiência em diesel após anúncio em Abreu e Lima

    Sergio Araújo argumenta que demanda do Brasil é crescente e Petrobras não conseguirá atender todo o mercado

    Vista aérea de obras da Refinaria Abreu e Lima, no município de Ipojuca, região metropolitana do Recife (PE), principal obra investigada pela Operação Lava Jato e que coleciona denúncias de superfaturamento, erros de projeto e trapalhadas na execução. A refinaria é a primeira construída no País em 30 anos. - Crédito:WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:178156
    Vista aérea de obras da Refinaria Abreu e Lima, no município de Ipojuca, região metropolitana do Recife (PE), principal obra investigada pela Operação Lava Jato e que coleciona denúncias de superfaturamento, erros de projeto e trapalhadas na execução. A refinaria é a primeira construída no País em 30 anos. - Crédito:WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:178156 undefined

    Danilo Moliternoda CNN

    O presidente-executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo rebateu, em entrevista à CNN, a possibilidade de o Brasil se tornar autossuficiente em diesel, ventilada pela Petrobras após anúncio de expansão da refinaria de Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.

    A Petrobras anunciou que as obras em Abreu e Lima vão aumentar a capacidade de produção da estatal em 13 milhões de litros diários de diesel S10. A expansão, somada ao aumento do uso do diesel R, de origem vegetal, e a gradual elevação da mistura de biodiesel no diesel, levaria o país à autossuficiência no combustível.

    Araujo crê que a expansão da Rnest vai compensar entre 20% e 25% da necessidade de importação, com base em valores de 2023. Ele destaca que as obras na refinaria só serão concluídas em 2028, quando a demanda por diesel, que cresce conforme a atividade econômica avança, será maior.

    Para o presidente da Abicom, o aumento do uso do diesel R5, com 5% de conteúdo renovável, não necessariamente amplia a oferta do combustível, já que este conteúdo vegetal pode reduzir o rendimento do combustível. Por outro lado, ele confirma que a elevação da mistura de biodiesel, de 12% para 14%, diminui a necessidade de importação.

    Sergio Araujo, apesar de minimizar a autossuficiência, disse ver de maneira positiva a expansão de Abreu e Lima. “A Petrobras deve utilizar ao máximo sua capacidade instalada, e desde que a nova gestão anunciou que não vai vender suas refinarias, deve buscar a maior eficiência de seus ativos”, disse.

    A estatal projeta que o investimento na refinaria somado a outros projetos de expansão, adequação e aprimoramento de seu parque industrial deverão aumentar em até 40% sua capacidade de fornecer diesel ao mercado brasileiro.

    A expansão da Rnest faz parte do Plano Estratégico 2024-28 e também está previsto no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo. O projeto está incluído no plano de negócios da estatal que já foi anunciado, e prevê US$ 17 bilhões em projetos de refino, transporte e comercialização.

    Segundo a Petrobras, essa expansão – chamada de Trem 2 – já está em fase de contratação e as obras devem começar no segundo semestre com conclusão prevista para 2028. Com a finalização do projeto, a refinaria nos arredores do Recife passará a ter capacidade para processar 260 mil barris de petróleo por dia.

    Também há previsão de que ainda este ano começarão as obras para a ampliação da produção das atuais instalações – o chamado Trem 1 (Revamp).