Inadimplência corporativa dos EUA atinge maior nível desde 2020, diz S&P

A S&P espera que as taxas de inadimplência corporativa de grau especulativo cheguem a 4,0% nos EUA e a 3,6% na Europa até março de 2026

Thais Porsch, do Estadão Conteúdo
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As inadimplências corporativas de 19 de maio mais do que dobraram das oito relatadas em abril nos EUA, sendo a maior contagem mensal desde outubro de 2020, aponta a S&P Global Ratings em relatório divulgado nesta quarta-feira (18). O total acumulado no ano é de 53, o que permanece abaixo dos 69 de 2024 e próximo da média de cinco anos de 54.

O número de emissores inadimplentes devido à falta de pagamentos aumentou para oito, em comparação com zero em abril, enquanto dez dos 19 foram inadimplentes pela primeira vez, disse a analista de crédito da S&P, Ekaterina Tolstova.

Os últimos vieram principalmente dos setores de mídia e entretenimento, saúde e produtos de consumo, que, coletivamente, respondem por 43% das inadimplências no acumulado do ano.

"O pico de maio quebrou o padrão de inadimplência mais baixa no início de 2025, mostrando a vulnerabilidade dos tomadores de empréstimos com classificação mais baixa em meio à volatilidade do mercado e a um cenário econômico incerto", acrescentou Tolstova.

A S&P espera que as taxas de inadimplência corporativa de grau especulativo cheguem a 4,0% nos EUA e a 3,6% na Europa até março de 2026. No entanto, se a incerteza em relação aos níveis tarifários persistir, essas taxas podem chegar a 5,5% e 5,25%, respectivamente.

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