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    Inadimplência corporativa global dobrou em um mês, diz S&P

    Abril registrou 18 calotes em todo o mundo, liderados por 10 nos EUA que somaram o valor de US$ 7,1 bilhões

    Dívida corporativa global inadimplente registrou o maior nível mensal desde outubro de 2020.
    Dívida corporativa global inadimplente registrou o maior nível mensal desde outubro de 2020. 4/3/2016 REUTERS/Brendan McDermid/Arquivo

    Reuters

    da Reuters

    A dívida corporativa global inadimplente mais do que dobrou em abril em relação a março, atingindo o maior registro mensal desde outubro de 2020, conforme relatório da S&P Global Ratings.

    O mês de abril registrou 18 calotes em todo o mundo, liderados por 10 nos Estados Unidos que somaram o valor de US$ 7,1 bilhões, segundo relatório da S&P divulgado na segunda-feira (13). Isso inclui as recuperações judiciais do provedor de TI ConvergeOne Holdings e da varejista de moda Express Inc.

    “Vencimentos iminentes, operações sob pressão e custos elevados de refinanciamento foram alguns dos principais motivos para o aumento das recuperações judiciais”, disse o relatório.

    Nos EUA, 56% do total de inadimplências publicamente classificadas em abril resultaram de recuperações judiciais, enquanto o restante veio de bolsas em dificuldades.

    No entanto, as bolsas em dificuldades têm sido o principal fator de inadimplência global este ano, observou a S&P. Elas representaram 44% dos calotes em abril e 51% das inadimplências no acumulado do ano, levando a 28 inadimplências de empresas.

    Embora o número de calotes globais tenha mais do que dobrado de março para abril, o volume da dívida caiu quase para metade, de US$ 16,3 bilhões para US$ 8,6 bilhões, segundo a S&P.

    As empresas nos setores de produtos de consumo e de mídia e entretenimento lideraram a contagem de inadimplências em abril. Ambos os setores foram responsáveis pela maioria dos calotes deste ano até o momento.

    Ainda que os EUA tenham liderado mundialmente em número de inadimplências no acumulado do ano, a contagem de inadimplências da Europa até o momento este ano, de 15, está no nível mais alto da região desde 2008, observou a S&P.