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    Indicação de Chambriard não gera comoção entre importadores, que duvidam de mudança em refino e preços

    Segundo principal representante deste mercado, a percepção é de que não há espaço para Chambriard implementar relevantes mudanças de rota nas políticas da empresa

    Magda Chambriard (arquivo 27 de novembro de 2014)
    Magda Chambriard (arquivo 27 de novembro de 2014) Jefferson Rudy/Agência Senado

    Danilo Moliternoda CNN

    A comoção entre investidores gerada pela indicação de Magda Chambriard ao comando da Petrobras não encontrou eco entre os importadores de combustíveis. A repercussão da troca neste mercado foi detalhada à CNN pelo presidente-executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo.

    Segundo o principal representante dos importadores no país, a percepção é de que não há espaço para Chambriard implementar relevantes mudanças de rota nas principais políticas da empresa, como as decisões sobre refino e preços de combustíveis.

    Sacramentadas na terça-feira (14), a saída de Jean Paul Prates e a indicação de Chambriard levaram a estatal a perder bilhões em valor de mercado nesta semana. A ex-diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é vista como uma figura mais alinhada aos desejos do governo de acelerar planos em refino, fertilizantes e indústria naval.

    “O nome da Magda não assusta os importadores, considerando que os planos de privatizações de ativos já tinham sido suspensos pelo Jean, assim como os avanços para a expansão de parques de refinarias”, disse o representante.

    Na perspectiva dos importadores, o avanço em direção do refino já está colocada com planos como a expansão da Abreu e Lima (Rnest/PE), com conclusão prevista para 2028. Mas a tendência é de que o cenário de necessidade de importação de combustíveis não se altere por pelo menos dez anos.

    Em relação à política de preços, a avaliação é parecida, visto que a gestão de Prates já havia abandonado a paridade internacional (PPI) e adotado modelo em que a estatal age para evitar altas ou baixas desmedidas em momentos de volatilidade no valor do barril de Petróleo.

    Se o nome de Chambriard não leva temores a este mercado, a opção por mais uma troca no comando da empresa gera insegurança, segundo o representante. Levantamento da CNN mostrou que, em média, presidentes da estatal dura um ano e meio no cargo — e Prates suportou ainda menos.

    “Gera insegurança ao mercado. Independente dos nomes, trocar o tempo todo não é bom”. disse.

    Sobre as expectativas para a gestão Chambriard, Araujo avalia positivamente as intenções da executiva de acelerar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Na avaliação do representante, a indicada à cadeira máxima da estatal — assim como Prates — é um quadro técnico do setor e pode levar contribuições à empresa.