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    Com 4,9% a menos do que abril de 2023, indústria calçadista encerra abril com 288 mil empregos

    Rio Grande do Sul é o maior empregador do setor, enchentes geraram instabilidade para indústria

    Imagem ilustrativa
    Imagem ilustrativa Rafael Neddermeyer

    Talita Nascimento, do Estadão Conteúdo

    A indústria calçadista gerou 7,7 mil postos de trabalho nos primeiros quatro meses de 2024. No recorte de abril, foram criadas 1,13 mil vagas. Com o resultado, o setor encerrou o quadrimestre empregando, diretamente, 288,28 mil pessoas, 4,9% menos do que o registro de abril de 2023.

    Os dados são elaborados pela Associação Brasileira da Indústrias de Calçados (Abicalçados).

    “Devemos encerrar o ano com crescimento entre 2,2% e 3,8% no consumo interno de calçados. Com isso, a atividade deve registrar incremento produtivo entre 0,9% e 2,2% em 2024.”

    “Tivemos bons resultados na feira BFShow (realizada pela entidade em São Paulo), no final de maio, e estamos otimistas para as vendas na segunda parte do ano”, diz o presidente executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.

    Segundo Ferreira, embora não tenha sido concretizada a alíquota esperada pelo setor, a retomada do imposto de importação para remessas de até US$ 50 do e-commerce internacional, em 20%, deve ajudar na produção nacional.

    “Também temos a manutenção da desoneração da folha de pagamentos para 2024, o que foi uma conquista importante”, afirmou ainda.

    No período analisado, o maior empregador do setor calçadista no Brasil seguiu sendo o Rio Grande do Sul, que absorve cerca de um terço da mão de obra da atividade no país.

    Nos primeiros quatro meses do ano, a indústria de calçados do Rio Grande do Sul gerou mais de 3 mil novos postos, encerrando o período com 87,3 mil empregos diretos na atividade, 3,5% menos do que no mesmo intervalo do ano passado.

    Ferreira alertou, no entanto, que o mês de maio foi de “instabilidade” para a indústria gaúcha, que responde por 24% da produção nacional do setor. Durante todo o mês, o setor foi atingido pelas enchentes que impactaram o Estado.

    Segundo o dirigente, para mitigar o problema, a entidade está solicitando a liberação o quanto antes dos créditos para as empresas atingidas.

    O segundo estado que mais emprega no setor segue sendo o Ceará. Entre janeiro e abril, as fábricas cearenses de calçados perderam 434 postos e encerraram abril com 64,72 mil empregos diretos na atividade, 3,4% menos do que no mesmo período do ano passado.

    O terceiro maior empregador da atividade no Brasil foi a Bahia, que nos primeiros quatro meses do ano perdeu 117 postos no setor. Com o resultado, as fábricas baianas encerraram abril com 39,62 mil empregos diretos, 9,1% menos do que no mesmo mês de 2023.

    Por fim, com a criação de 2,82 mil empregos nos quatro primeiros meses do ano, São Paulo encerrou o período com 32,63 mil postos de trabalho na atividade, 5,2% menos do que no intervalo correspondente ao ano de 2023.