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Inflação desacelera a 0,09% em outubro, menor patamar em 27 anos para o mês

Resultado fica abaixo do esperado pelos analistas de mercado e é impactado pelo recuo de preços na energia elétrica; no acumulado de 12 meses, IPCA tem alta de 4,68%

Gisele Farias, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Supermercado em São Paulo (SP)
Supermercado em São Paulo (SP)  • 11/01/2017REUTERS/Paulo Whitaker
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A inflação no Brasil subiu abaixo do esperado pelo mercado em outubro e atingiu o menor patamar em 27 anos para o mês, em 1998. No mês, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,09%, após alta de 0,48% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (11).

A expectativa de analistas em pesquisa da Reuters era de alta de 0,16%.

No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA teve alta de 4,68%, ante 5,17% registrado no mês anterior. Resultado se manteve acima do intervalo da meta do Banco Central, que é de 3%, com intervalo de tolerância de até 4,5%.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central havia informado mais cedo nesta terça ter "maior convicção" de que a taxa básica de juros de 15% ao ano é suficiente para assegurar a convergência da inflação em torno da meta.

A maior influência sobre o resultado do IPCA de outubro foi exercida pela energia elétrica, que, no mês passado, teve deflação de 2,39%, queda 0,10 p.p (ponto percentual).

O movimento é reflexo da mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, com cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87.

O grupo Vestuário (0,51%) apresentou a maior variação no mês de outubro. As principais altas foram nos calçados e acessórios (0,89%) e na roupa feminina (0,56%).

No grupo Despesas pessoais (0,45%), o destaque é para o subitem empregado doméstico, que subiu 0,52% e o pacote turístico com alta de 1,97%.

Com o maior impacto no índice do mês, com 0,06 p.p., a alta do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,41%) foi impulsionada pelos artigos de higiene pessoal (0,57%) e o plano de saúde (0,50%).

A variação de 0,11% de Transportes reflete a alta da passagem aérea e dos combustíveis, com exceção do óleo diesel que caiu 0,46%.

Ainda em Transportes registre-se, também, a incorporação integral do reajuste médio de 14,34% no táxi (0,07%) em Campo Grande (14,34%), vigente desde 12 de setembro, não apropriado no índice de setembro.

Já o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de 0,01%, com a alimentação no domicílio caindo 0,16%, com destaque para as quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%).

A alimentação fora do domicílio acelerou de setembro para outubro (0,46%).

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