Inflação é mais grave quando atinge os alimentos, avalia economista

Gesner Oliveira comentou os números do IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
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Em entrevista à CNN, nesta sexta-feira (8), o economista e professor da FGV Gesner Oliveira comentou os números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) - que mede a inflação oficial do país - divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira.

Segundo Oliveira, quando o aumento de preços atinge os alimentos, a situação fica mais grave.

"Quando a inflação atinge muito os alimentos é relativamente mais grave, mais forte, machuca mais aqueles com a renda baixa, para quem os alimentos pesam mais", avaliou.

Para o economista, o pior do índice já passou, visto que não houve uma "explosão das taxas".

"O pior passou no sentido de que não houve uma explosão das taxas e as projeções para este ano estão menores do que foi a inflação em 2021. Nesse sentido, houve uma melhora, o problema é que o nível de inflação ainda está elevado", afirmou.

Segundo o IBGE, o índice ficou em 0,67% em junho, após variação de 0,47% registrada no mês anterior. No ano, a inflação acumulada é de 5,49% e, nos últimos 12 meses, de 11,89%, informou o instituto.

A alta foi influenciada principalmente pelo aumento de 0,8% no grupo de alimentação e bebidas, que tem grande peso no índice geral (21,26%).

Veja mais no vídeo acima.

 

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