Mais de 90% das profissões registram menor poder de compra em 2022, aponta CNC

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira mostra impacto da inflação no mercado de trabalho

Lucas Janone, da CNN, Rio de Janeiro
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Em virtude da alta nos preços, os trabalhadores brasileiros estão perdendo poder de compra ao longo dos últimos 12 meses. Essa é a constatação de um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a pesquisa, 91% das profissões no país tiveram reajuste menor que a inflação e, consequentemente, uma queda na remuneração média mensal.

Na prática, a pesquisa indica que 128 das 140 principais profissões brasileiras registraram uma queda salarial no último ano.

O estudo da CNC usou como base os dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. E, em cima dos números obtidos, descontou a inflação dos últimos 12 meses, que atinge os 11,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os motoristas de ônibus, pedreiros, garçons e fisioterapeutas foram os que mais tiveram queda no poder de compra durante o período analisado. Eles somaram perdas que variam de 14% a 19% no último ano, segundo o levantamento.

Já no topo do ranking, apenas 12 profissões no Brasil registraram um ganho salarial no último ano, segundo os dados da CNC. Proporcionalmente, apenas 9% das ocupações no país.

Em primeiro lugar aparecem os médicos clínicos, cujo o salário médio indica uma alta superior a 35%. Em valores absolutos, o rendimento mensal desses profissionais é de R$ 10,8 mil.

Nas posições subsequentes surgem áreas relacionadas com o setor de serviços, em função da forte recuperação após o relaxamento das medidas restritivas contra a Covid-19. Estão entre elas os controladores operacionais de indústrias, os gerentes comerciais e os analistas de desenvolvimento de sistemas. A alta nessas profissões foi de 8%, 3% e 1%, respectivamente.

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