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    JPMorgan espera continuar crescendo na América Latina, diz diretor

    Eleições à esquerda na região e volatilidade de curto prazo não afetam perspectiva de longo prazo para banco

    Uma pessoa entra na sede do JPMorgan, em Nova York, EUA
    Uma pessoa entra na sede do JPMorgan, em Nova York, EUA Reuters/Andrew Kelly

    Por Tatiana Bautzer, da Reuters

    O JPMorgan quer continuar crescendo na América Latina, prevendo uma melhor perspectiva para a região, disse Alfonso Eyzaguirre, diretor executivo do banco para a América Latina e Canadá.

    Recentes guinadas à esquerda em eleições na região e a volatilidade de curto prazo não afetam a perspectiva de longo prazo, disse Eyzaguirre em entrevista à Reuters.

    O executivo do banco norte-americano acredita que a região se beneficiará das mudanças geopolíticas.

    “Um exemplo é o crescimento do investimento estrangeiro direto por conta de ‘nearshoring’, a transferência de atividades de manufatura da China para enfrentar problemas na cadeia de suprimentos que surgiram durante a pandemia”, afirmou ele. O México é um dos países mais beneficiados pela tendência.

    Os fluxos financeiros para a região cresceram após o ataque da Rússia à Ucrânia e diante da maior tensão entre os Estados Unidos e China.

    Eyzaguirre afirmou que a América Latina também deve receber uma grande parte do investimento privado ligado ao enfrentamento das mudanças climáticas.

    O JPMorgan vem aumentando o número de funcionários na América Latina, com a expansão de serviços oferecidos aos clientes corporativos.

    O banco deve fechar o ano com cerca de 6.200 funcionários, acima dos 4.750 em 2020, e criou um centro de desenvolvimento de soluções tecnológicas na Argentina que atende a instituição globalmente.

    O Brasil e o Reino Unido são os únicos países além dos Estados Unidos onde o JPMorgan opera no varejo bancário.

    No Reino Unido, controla o banco digital Chase UK e, no Brasil, comprou uma participação minoritária de 40% no C6 Bank, fundado pelo ex-sócio do BTG Pactual Marcelo Kalim.

    “Escolhemos o Brasil para esse investimento devido ao tamanho da população, alta digitalização e uso de internet pelos clientes e regulação do Banco Central já adaptada às fintech”, disse Eyzaguirre.

    O C6 Bank atingiu 21,3 milhões de clientes no mês passado.