Leilão de transmissão tem ex-Eletrobras e BTG como grandes vencedores
Investimentos compreendem obras bilionárias para reforçar o escoamento de energia em estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste

O leilão de projetos de transmissão de energia desta sexta-feira (31) terminou com a Axia Energia (ex-Eletrobras) e um fundo do BTG como os principais vencedores, com ambos investidores arrematando obras bilionárias para reforçar o escoamento de energia em estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Único do segmento realizado neste ano, o certame ofereceu ao mercado sete lotes para construção de linhas de transmissão e subestações pelo país, para entrada em operação em até 5 anos, com investimentos totais estimados de R$ 5,5 bilhões.
Ao todo, cerca de 20 grupos se habilitaram para participar da concorrência, incluindo as elétricas CPFL e EDP, que arremataram lotes, e outras figuras conhecidas dos leilões, como Engie Brasil, Alupar e Taesa.
A disputa terminou com um desconto médio de 47,98% sobre a receita anual permitida (RAP) total estipulada para os contratos, o que se traduz em uma economia para os consumidores de energia de R$ 11,5 bilhões, segundo informações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A Axia, maior operadora de transmissão de energia do país, se comprometeu com o maior volume de investimentos no leilão ao arrematar quatro projetos, com aportes estimados de R$ 1,63 bilhão.
Os empreendimentos, em Minas Gerais e Rio Grande do Norte, envolvem a implantação de compensadores síncronos, equipamentos que ajudam no controle de tensão e estabilização da rede e são vistos como cruciais para reforçar a capacidade do sistema elétrico brasileiro em meio a uma diversificação de fontes de geração.
"Olhando para o futuro, sabemos que esse equipamento vai ser cada vez mais demandado, requisitado e leiloado", disse o vice-presidente de Engenharia de Expansão da Axia, Robson Pinheiro, em coletiva de imprensa após o leilão.
Ainda de acordo com ele, a empresa buscará antecipar a entrada em operação dos projetos em relação ao cronograma regulatório.
Ivo Nazareno, secretário de Leilões da Aneel, explicou que o fundo Shalom é um veículo novo de empreendedores já conhecidos no segmento de transmissão de energia.
"É um empreendedor que tem um histórico de execução de projetos de infra, particularmente de obras subterrâneas".


