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    Lula diz “sonhar” com moeda comum para o Brics e volta criticar dependência do dólar

    Petista discursou ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Marduro, nesta segunda-feira (29)

    Danilo Moliternoda CNN São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (29), “sonhar” com uma moeda comum para o Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O petista discursou ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Marduro, em Brasília.

    “Eu sonho que o Brics possa ter uma moeda, como a União Europeia construiu o euro. Acho que a gente tem que avançar”, disse.

    “Por exemplo, o Maduro não tem dólar para pagar suas exportações, quem sabe ele começa a pagar em yuan [moeda chinesa]. Quem sabe a gente possa receber em outra moeda para que a gente possa trocar”, completou.

    Lula ainda voltou a criticar a dependência do sistema internacional em relação ao dólar e pediu “liberdade para fazer negociações”.

    “Sonho que a gente tenha uma moeda entre nossos países para que a gente possa fazer negócio sem ficar dependendo do dólar. Até porque só um país tem a máquina de rodar dólar, e esse país faz o que quiser com o dólar”, completou.

    O petista também disse que as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela são exageradas e afirmou que “bloqueios” têm os efeitos devastadores de uma guerra — ou mesmo piores.

    “Por exemplo, o Maduro não tem dólar para pagar suas exportações , quem sabe ele começa a pagar em yuan. Quem sabe a gente possa receber em outra moeda”.

    “A culpa é dele [Maduro]? Não. A culpa é dos Estados Unidos, que fez um bloqueio extremamente exagerado. Eu sempre acho o bloqueio pior que uma guerra. Na guerra morre o soldado que está em batalha, no bloqueio mata crianças, mulheres, pessoas que não têm nada a ver pela disputa ideológica”, concluiu.

    Ao mencionar as relações na América do Sul, o presidente também pediu cooperação entre os países do continente e relembrou acordos firmados neste sentido em seus primeiros mandatos.

    “No meu primeiro mandato a gente estabeleceu em um acordo com a Argentina em que pequenos e médios empresários poderiam fazer suas transações comerciais com o dinheiro argentino e com o dinheiro brasileiro”.

     

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