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    Governo anuncia adiantamento de R$ 192,7 mi do FPM para municípios do RS

    Segundo o último boletim diário da Confederação Nacional dos Municípios sobre os desastres no Rio Grande do Sul, foram registrados mais de R$ 10 bilhões de prejuízos

    Rua alagada em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul
    Rua alagada em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul Leandro Osório/Ato Press/Estadão Conteúdo

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o adiantamento de R$ 192,7 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a cerca de 47 municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

    Segundo o último boletim diário da Confederação Nacional dos Municípios sobre os desastres no Rio Grande do Sul, até às 14h desta sexta foram registrados mais de R$ 10 bilhões de prejuízos financeiros e danos em 106,5 mil moradias.

    Em entrevista coletiva, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o valor adicional deve ser enviado aos municípios, após aprovação do Ministério da Fazenda, até o final da próxima semana.

    Dimensão da catástrofe

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), estimou as perdas em arrecadação do estado em R$ 14 bilhões.

    Em entrevista coletiva, Leite pediu ajuda do governo federal para recompor o montante e afirmou que o custo de reconstrução do estado superará os R$ 19 bilhões estimados inicialmente.

    O Rio Grande do Sul conta com o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) estadual do país, representando cerca de 6,5% de toda a atividade nacional, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2021, o último com dados por estado.

    Segundo o balanço do governo estadual desta sexta, 461 municípios foram afetados, o equivalente a 92,7% do estado.

    O Santander estima que o impacto na atividade gaúcha pode reduzir o crescimento do PIB nacional em 0,3 ponto percentual este ano.

    Ainda nesta sexta, o Ministério da Fazenda anunciou que prepara um novo pacote de medidas para atender o estado. O objetivo agora é definir diretrizes para manter as indústrias no estado e salvar os empregos nessas companhias.

    De acordo com o chefe da pasta, o ministro Fernando Haddad, os detalhes sobre essas medidas devem ser definidos na semana que vem.