Luxo acima da crise? BMW amplia vendas de modelos mais caros e elétricos
Carros da linha Series 8 e X7, que custam acima de R$ 800 mil no Brasil, tiveram aumento na demanda no mundo neste ano até junho

É possível ter vencedores em um setor que enfrenta uma das maiores crises de sua história? Para a alemã BMW, uma das marcas de carros de luxo mais famosas do mundo, a resposta é sim.
Apesar de uma queda de 22% na venda de veículos no primeiro semestre e de um prejuízo que chegou a € 666 milhões (cerca de US$ 780 milhões) apenas no segundo trimestre, a BMW viu um aumento na demanda por seus modelos mais luxuosos e pelos carros elétricos.
As vendas de seu modelo mais luxuoso, o Series 8, praticamente dobraram nos seis primeiros meses do ano, saltando de 5.037 unidades em 2019 para 9.621 em 2020 nesse período.
Leia também:
BMW anuncia modelo Série 5 totalmente elétrico, de olho na redução de carbono
Carros da Tesla continuaram sendo comprados durante a pandemia, diz Elon Musk
No Brasil, o BMW M Series 8 Coupé à venda (a letra M identifica os modelos esportivos da marca) custa a partir de aproximadamente R$ 880 mil.
Na linha de SUV, a comercialização do BMW X7 (que custa a partir de R$ 815 mil no Brasil) cresceu 52% no primeiro semestre na comparação com 2019, para um total de 20.506 unidades.
No caso dos carros elétricos, os modelos híbridos (que funcionam com motor a combustão e elétrico) tiveram um crescimento de 39,3% nas vendas de janeiro a junho.
Perspectivas
A montadora alemã que é dona não só da BMWs como das marcas britânicas Minis e Rolls-Royce, disse nesta quarta-feira (5) que as entregas começaram a se recuperar, especialmente na China, ainda que a recuperação provavelmente não será suficiente para compensar a queda com a pandemia.
A montadora entregou 485.464 carros no segundo trimestre, o que representou uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"Agora, estamos olhando para o segundo período de seis meses com otimismo cauteloso", disse o presidente-executivo da BMW, Oliver Zipse, em comunicado.
(Com a Reuters)
(Edição: Marcelo Sakate)
Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook