MEI: Projeto de aumento do teto não atende necessidade do setor, diz CACB

Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, afirmou que proposta de aumento para R$ 140 mil ainda está abaixo do que foi discutido inicialmente

Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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O aumento do teto gradual para MEIs (Microempreendedores Individuais) proposto pelo governo não atende ao desejo e à necessidade do setor, disse Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB (Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) à CNN Brasil nesta quarta-feira (1º).

Segundo a proposta publicada no portal da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar 186/26 permitirá que o teto suba dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

"A discussão que estava sendo feita era para uma correção que chegasse a R$ 144 mil. Portanto, a correção proposta pelo governo não atende. É um avanço, mas não resolve o problema", afirmou.

Neto também salienta que o setor não considera a mudança como um aumento, mas sim apenas uma correção pela inflação desde 2018, quando foi feita a última alteração no limite.

No entanto, a CACB está aberta ao diálogo sobre o teto com duas principais exigências: que o projeto inclua o microempreendedor e a pequena empresa, e a correção automática do limite.

"O Simples Nacional não pode ficar fora, se não nós preferimos por não concordar com a proposta. [...] Defendemos também a correção automática para acabar de vez com o problema, pois toda vez que o MEI atinge esse limite, ou ele para de trabalhar, ou ele abre outro CNPJ", afirmou.

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