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    Mercadante cita “negacionismo econômico” e pede ousadia para reindustrialização

    O presidente do BNDES falou em cerimônia no Palácio do Planalto sobre anúncio de investimentos de R$ 100 bilhões por empresas de siderurgia no Brasil até 2028

    Segundo ele, o Brasil está começando a reversão da desindustrialização da qual o País foi vítima.
    Segundo ele, o Brasil está começando a reversão da desindustrialização da qual o País foi vítima. 14/04/2023REUTERS/Tingshu Wang

    Agência Estado

    Gabriel Vasconcelos, do Estadão Conteúdo

    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (20) que o país enfrenta um “negacionismo” no debate econômico. Ele defendeu medidas “mais ousadas” para reindustrializar o País em momento global marcado por protecionismo.

    “No Brasil, não só tivemos um negacionismo na saúde pública, um negacionismo ambiental, mas tem um negacionismo no debate econômico. Essa ideia de abertura comercial unilateral é ingênua, insustentável no mundo em que estamos vivendo”, disse Mercadante.

    Ele falou em cerimônia no Palácio do Planalto sobre anúncio de investimentos de R$ 100 bilhões por empresas de siderurgia no País até 2028. Segundo Mercadante, nos últimos 20 anos, o BNDES investiu R$ 39 bilhões no setor.

    “Estamos com a porta aberta, queremos estar na linha de frente dessa parceria, muito mais orgânico na relação, como foi no passado, entre o BNDES e o setor siderúrgico”, disse Mercadante.

    “A indústria siderúrgica, durante 25 anos, cresceu 10% ao ano. Então, onde nos perdemos? Nesse emaranhado que nós estamos envolvidos aí desde o consenso de Washington, que não é consenso nem mais em Washington”, continuou o presidente do BNDES.

    Segundo ele, o Brasil está começando a reversão da desindustrialização da qual o País foi vítima e é preciso existir uma relação “mais criativa” entre Estado e mercado.

    “Não é voltar ao modelo anterior. Mas um Estado que induz, um Estado que seja parceiro, um Estado que ajude a financiar e defender o setor produtivo, porque o protecionismo está por toda a parte”, completou.