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    Mercado vê déficit primário maior neste ano e no próximo, mostra Prisma

    Segundo relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de R$ 79,715 bilhões em 2024

    Segundo o relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de R$ 79,715 bilhões em 2024
    Segundo o relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de R$ 79,715 bilhões em 2024 Reprodução / Freepik

    Reuters

    Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram suas previsões para o resultado primário do governo neste ano e no próximo.

    Também elevaram marginalmente as projeções para a dívida pública bruta no mesmo período, mostrou nesta sexta-feira (14) o relatório Prisma Fiscal de junho.

    Segundo o relatório, a expectativa mediana agora é de saldo primário negativo de R$ 79,715 bilhões em 2024, ante visão anterior de déficit de R$ 76,825 bilhões.

    Para 2025, a expectativa para o resultado primário também piorou, a déficit de R$ 90,134 bilhões, ante R$ 87,458 bilhões no mês passado.

    Em relação à dívida bruta do governo geral, os economistas agora esperam que ela chegue a 77,33% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2024, de 77,30% projetados em maio.

    Em 2025, a previsão é de que a dívida chegue a 80,15% do PIB, ante projeção anterior de 79,90%

    Os dados vêm em meio a preocupações persistentes do mercado com o compromisso fiscal do governo, diante das dúvidas sobre a capacidade do Executivo de aprovar medidas de aumento de arrecadação e críticas ao que é visto como falta de compromisso com o corte de despesas.

    A meta do governo é zerar o déficit primário ao fim deste ano.

    Para a arrecadação, a expectativa mediana subiu para este ano, mas diminuiu em relação ao próximo.

    A nova projeção indica a entrada de R$ 2,603 trilhões neste ano, contra R$ 2,593 trilhões estimados no mês anterior.

    Em 2025, no entanto, a arrecadação federal é vista em R$ 2,734 trilhões, ante R$ 2,741 trilhões em maio.

    Diante das barreiras impostas para o aumento da arrecadação, o governo tem sido pressionado a revisar alguns de seus gastos.

    Iniciativa que vem sendo defendida pela equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas é alvo de resistências dentro do próprio governo.

    Os economistas consultados no Prisma elevaram suas projeções para as despesas totais do governo central neste ano – a R$ 2,207 trilhões, ante R$ 2,189 trilhões no mês anterior – e no próximo – R$ 2,321 trilhões, de 2,313 trilhões em maio.