Dólar fecha em alta e Ibovespa cai em sessão sem Wall Street

Os holofotes seguem voltados para Brasília, onde a CPI da Pandemia continua investigando a atuação do governo federal no período

Matheus Prado,
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Em dia de pouca liquidez por causa do fechamento dos mercados em Wall Street, o dólar subiu e o Ibovespa fechou em queda. 

A Bolsa não resistiu às quedas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3, PETR4) e recuou 0,55%, para 126.920 pontos. O volume financeiro somou R$ 17,3 bilhões, contra média diária no ano de R$ 35,3 bilhões.

Já o dólar subiu 0,72%, para R$ 5,0885. 

Os holofotes seguem voltados para Brasília, onde a CPI da Pandemia continua investigando a atuação do governo federal no período. Uma reportagem do UOL também acusa o presidente Jair Bolsonaro de ter um esquema de rachadinha durante seus mandatos como deputado federal.

No Boletim Focus, mercado financeiro voltou a elevar a expectativa para a inflação de 2021. Na 13º semana consecutiva de alta, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu para 6,07%. Ao mesmo tempo, a estimativa para a Selic se manteve em 6,5% ao ano. 

As perspectivas do mercado financeiro para a atividade econômica deste ano têm melhorado. A expectativa é que o PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 fique em 5,18%. Na semana passada, era esperado crescimento de 5,05%. Se confirmado, esse desempenho positivo do PIB de 2021 seria suficiente para recuperar a queda de 4,1% registrada em 2020. 

O volume de negócios foi menor nesta segunda devido à comemoração do feriado da Independência nos EUA, que manteve os mercados locais fechados.

Temores sobre a disseminação global da variante Delta da Covid-19 deixam investidores globais atentos.

Lá fora

A atividade empresarial promissora na zona do euro fez as ações europeias reverterem perdas anteriores nesta segunda-feira, deixando-as apenas cerca de 0,5% abaixo de picos históricos, enquanto a disparada de quase 12% da Morrisons levou as midcaps de Londres a máximas recordes.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,29%, a 1.768 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,34%, a 458 pontos, ampliando seus ganhos para uma terceira sessão consecutiva.

As empresas da zona do euro expandiram sua atividade à taxa mais rápida em 15 anos em junho, já que a flexibilização de mais restrições ligadas ao coronavírus impulsionou o setor de serviços do bloco, mostraram PMIs.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (5) num dia de liquidez reduzida por um feriado nos EUA e apesar de dados fracos da atividade econômica chinesa.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,44%, a 3.534,32 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,74%, a 2.414,40 pontos, com ganhos liderados por ações de setores industriais.

O apetite por risco se manteve nos mercados chineses mesmo após pesquisa mostrar que o índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços chinês diminuiu para 50,3 em junho, tocando o menor nível em 14 meses e ficando bem próximo da marca de 50, que indica estagnação. A queda veio em meio a um aumento em novos casos de covid-19, o que prejudicou a demanda por viagens.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,35% em Seul hoje, a 3.293,21 pontos, e o Taiex registrou ganho mais expressivo em Taiwan, de 1,18%, a 17.919,33 pontos.

Por outro lado, o japonês Nikkei caiu 0,64% em Tóquio, a 28.598,19 pontos, pressionado por ações de telefonia móvel e da área farmacêutica, enquanto o Hang Seng recuou 0,59% em Hong Kong, a 28.143,50 pontos, influenciado por papéis de tecnologia.

Investidores da região asiática também acompanham discussões de produtores de petróleo da Opep+, que desde a semana passada está num impasse sobre seus planos de oferta para este e o próximo ano. As conversas vão ser retomadas hoje.

Na Oceania, a bolsa australiana terminou o pregão em alta marginal, sustentada por ações de petroleiras. O S&P/ASX 200 avançou 0,09%, a 7.315,00 pontos. 

 *Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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