Ibovespa fecha em alta de 1,38% com IPCA e inflação dos EUA no radar; dólar sobe

Inflação doméstica subiu 0,95% em novembro, e 10,74% no acumulado de 12 meses, apontou o IBGE

Do CNN Brasil Business*, Em São Paulo
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O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (10) em alta de 1,38%, aos 107.758,34 pontos. O movimento de alta teve fôlego após a divulgação do CPI, enquanto os investidores digeriam o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que avançou em novembro.

A moeda norte-americana esboçou alta ante o real, conforme investidores digeriam a divulgação de dados de inflação norte-americanos que podem influenciar a decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA, a ser anunciada na semana que vem. O dólar fechou com valorização de 0,69%, cotado a R$ 5,613.

O dólar avançou acentuadamente depois que um leilão de moeda à vista anunciado pelo Banco Central não conseguiu frear a pressão compradora, enquanto investidores debatiam o que uma leitura mais fraca do que o esperado do IPCA significará para a política monetária brasileira.

Durante a sessão - num momento em que o dólar rondava máximas na casa de R$ 5,63- o Bacen anunciou leilão de moeda à vista no mercado interbancário de câmbio, primeira intervenção do tipo desde 19 de outubro deste ano. Na operação, foram vendidos US$ 687 milhões.

Participantes do mercado disseram que o leilão respondeu a um forte fluxo de remessas sazonais de recursos ao exterior, e que o BC não levou em consideração o preço da moeda ao anunciar a intervenção.

Inflação

A inflação no Brasil subiu 0,95% em novembro, e 10,74% no acumulado de 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor fica abaixo do que o mercado esperava – em torno de 1,08%. Os 'vilões' foram a gasolina, que tem alta de 50% em 12 meses, e a energia elétrica, que, no mesmo período, teve alta de quase 40%.

Desta vez, a taxa apresentou menor disseminação. O espalhamento do aumento de preços teve queda de 67% para 63%, em comparação entre outubro e novembro. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) devem trazer alívio ao mercado, em especial após o comunicado do Banco Central (BC) na quarta-feira, ao apresentar o novo aumento na taxa Selic, que teve tom hawkish.

Na política, o Senado aprovou o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamentos até o final de 2023. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Câmara dos Deputados agendou para segunda-feira (13) a votação do novo marco legal das ferrovias, que autoriza a construção através da iniciativa privada. A aprovação é considerada importante para o governo, que não quer ter problemas legais com a liberação de projetos através de medidas provisórias.

CPI

O CPI (preços ao consumidor nos Estados Unidos) tornaram a subir em novembro, conforme o custo de bens e serviços aumentou amplamente em meio a restrições de oferta, levando ao maior ganho anual desde 1982, o que pode encorajar o banco central norte-americano a reduzir rapidamente suas compras de títulos.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,8% no mês passado, após alta de 0,9% em outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Nos 12 meses até novembro, o índice aumentou 6,8%, maior avanço anual desde junho de 1982, após alta em outubro de 6,2%, na mesma base de comparação.

Economistas consultados pela Reuters previam acréscimo de 0,7% para o índice.

"Com a escassez de oferta provavelmente persistindo até o ano que vem e os preços do setor de serviços tendendo a subir, a inflação vai piorar antes de melhorar", disse Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo em Charlotte, Carolina do Norte.

Ontem, o presidente americano, Joe Biden, disse que o CPI não deve refletir a queda recente de alguns preços, sinalizando uma possível surpresa negativa no índice.

O relatório sucede às notícias da semana passada de que a taxa de desemprego caiu para 4,2% em novembro, uma mínima em 21 meses.

O aperto nas condições do mercado de trabalho foi reforçado por um relatório divulgado na quinta-feira, que mostrou que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram ao menor patamar em mais de 52 anos na semana passada.

Os dois dados podem sinalizar que o banco central do país, o Federal Reserve (FED), pode continuar com a retirada de estímulos na reunião marcada para a próxima semana, já que as injeções de dinheiro precisam diminuir para evitar a alta de preços.

A leitura é de que o dado ameniza alguma pressão sobre o banco central norte-americano para seguir em frente com um agressivo aperto da política monetária - que afeta a liquidez global, e, portanto, as bolsas, com impacto potencialmente maior nas emergentes.

Sobe e desce da B3:

Veja os principais destaques do pregão de hoje:

maiores altas

  • Méliuz (CASH3) +14,93%
  • Banco Pan (BPAN4) +15,31%
  • Eztec (EZTC3) +8,99%
  • Dexco (DXCO3) +8,15%
  • Locaweb(LWSA3) +7,68%

maiores baixas

  • Weg (WEGE3) -1,92%
  • Natura (NTCO3) -1,54%
  • Azul (AZUL4) -0,73%
  • Bradesco (BBDC4) -0,39%
  • Gol (GOLL4) -0,78%

*Com Reuters

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