Ibovespa e dólar fecham em leve queda com Selic e balanços no radar

Principal índice da B3 recuou 0,05%, aos 106.363 pontos, enquanto o dólar caiu 0,31%, a R$ 5,55

Do CNN Brasil Business*
Compartilhar matéria

Perdendo o fôlego no fim do pregão, o Ibovespa fechou em leve queda nesta quarta-feira (27), em sessão marcada pela expectativa para a decisão de juros do Banco Central e o risco de uma forte alta na Selic.

Os agentes financeiros também analisaram os balanços de empresas como Gerdau, Weg e Santander Brasil. As três tiveram resultados positivos, com o Santander superando as expectativas do mercado.

Ao fim da sessão, o principal índice da B3 caiu 0,05%, a 106.363 pontos. Enquanto isso, o dólar teve leve queda, recuando 0,31%, a R$ 5,5553.

Decisão do BC é uma das mais incertas e duras dos últimos tempos

O grande foco é a decisão do Banco Central sobre juros. Uma pesquisa da BCG mostra que 86% dos analistas esperam alta de 1,5 ponto percentual na Taxa Selic, atualmente em 6,25% ao ano. O levantamento ouviu 264 instituições.

Se o aumento nessa magnitude vier, a taxa vai subir para 7,75% — seria a maior alta da Selic em 18 anos. Das instituições que participaram da pesquisa, 10% esperam aumento ainda maior, de dois pontos.

Chamou atenção a expectativa da Genial, com o economista José Márcio Camargo, prevendo aumento de 3 pontos de uma vez.

A reunião de hoje é vista como uma das mais incertas e duras dos últimos tempos por alguns motivos: o primeiro é o furo do teto de gastos, que aumentou o risco do país, pressionou o dólar e jogou expectativas de inflação e Selic para cima.

O outro motivo é a própria inflação, com o IPCA-15 ontem vindo acima do esperado e no maior patamar para o mês em 26 anos.

O adiamento da PEC dos Precatórios também aumenta a indefinição sobre a questão fiscal.

Por isso, o mercado teme que os gastos com o Auxílio Brasil sejam pagos via crédito extraordinário, o que significaria gastos completamente fora do teto e um sinal de “vale tudo”, como definem analistas.

(Com informações de Reuters e Priscila Yazbek, da CNN / Publicado por Ligia Tuon)

Acompanhe Economia nas Redes Sociais