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MP do setor elétrico deve olhar para armazenamento, CEO da Cemig SIM

Em entrevista durante evento do Projeto Eloos, promovido pela Rádio Itatiaia em parceria com a CNN Brasil, Iuri Mendonça também citou as barreiras para a questão, como a carga tributária elevada no país

Gisele Farias, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
Torres de transmissão de energia
Torres de transmissão de energia  • 11/10/2021REUTERS/Cesar Olmedo
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Um ponto que deve ser considerado na medida provisória do setor elétrico é a importância de incentivos para o segmento de armazenamento de energia, disse Iuri Mendonça, CEO da Cemig SIM, em entrevista à CNN Brasil durante evento do Projeto Eloos nesta segunda-feira (24).

“A grande expectativa é que a medida 1304 traga um subsídio na parte de armazenamento, onde conseguimos fazer hibridização de usina e ter sistemas mais resilientes que possa também maximizar o uso de conexão para a parte da geração distribuída.”

Segundo Mendonça, o Brasil enfrenta barreiras na questão do armazenamento de energia, pois há uma carga tributária elevada.

“O armazenamento de energia é uma grande tendência mundo afora, porém o Brasil ainda tem uma carga tributária alta”, explica.

A MP 1.304, que propõe uma reforma do setor elétrico, está agora aguardando sanção ou vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o prazo para decisão é até esta segunda. A medida prevê, dentre outras mudanças, a abertura do mercado livre de energia para consumidores residenciais e comerciais.

Segundo ainda o executivo, a expectativa é que, com um possível subsídio ao armazenamento de energia no Brasil – no âmbito da medida 1.304 –, haja uma “maior harmonia no ecossistema de energia”.

Promovido pela Rádio Itatiaia em parceria com a CNN Brasil, o evento da Eloos reúne autoridades, empresários e especialistas em Belo Horizonte (MG) para discutir os desafios e tendências do setor de energia. Dentre os participantes, estão Magda Chambriard, presidente da Petrobras e o ministro do STF, Luiz Fux.

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