Nova âncora fiscal deve ser simples, flexível e crível, diz especialista

Em entrevista à CNN, a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Ribeiro, disse que é preciso elaborar um novo arcabouço fiscal que atenda a três pré-requisitos: simplicidade, flexibilidade e credibilidade

Tamara Nassif e Vinícius Tadeu, da CNN, em São Paulo
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Em meio às discussões sobre o teto de gastos, afloradas por causa da apelidada PEC do Estouro, a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Ribeiro, disse que é preciso elaborar um novo arcabouço fiscal que atenda a três pré-requisitos: simplicidade, flexibilidade e credibilidade.

"A atual âncora fiscal, que é quem diz como se resolve o desbalanceamento entre receitas e despesas no país ao longo dos anos, está descrente e sob debate", disse ela à CNN nesta sexta-feira (18).

"Isso faz com que a discussão de uma nova âncora, de longo prazo, entre em cena. Os pré-requisitos para ela são: tem que ser simples, flexível -- o mundo vive crises imprevisíveis, não só o meio doméstico -- e crível, no sentido de que as pessoas precisam acreditar que o Estado tem a capacidade de implementar e executar essa âncora."

A economista também comentou sobre a proposta sugerida pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin na última quinta-feira, em conversa com a analista da CNN Thais Arbex. Segundo ele, é uma conjunção de três fatores: “Superávit primário com a perspectiva de curva da dívida e gastos do governo”.

Para Ribeiro, a proposta de voltar com a meta primária e estipular um caminho de longo prazo para a dívida pública "é interessante".

"É uma proposta que inclusive já tivemos. Ter só a meta de dívida não é crível, porque é preciso mostrar como se chegar lá. A combinação de meta primária com uma visão de longo prazo de dívida é possível sim."

Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima.

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