OCDE: Subsídios globais atingem maior nível, impulsionados pela China

Empresas chinesas receberam, em média, de três a oito vezes mais apoio governamental do que empresas sediadas na OCDE entre 2005 e 2024

Leigh Thomas, da Reuters
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Os subsídios governamentais para a indústria atingiram seu nível ​mais alto desde a crise ​financeira global, impulsionados em grande parte pela China, informou um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nesta segunda-feira.

O banco de dados de Grupos de Manufatura e Corporações Industriais da OCDE, conhecido pela sigla em inglês Magic, rastreia ⁠o que as empresas ​recebem em oposição ao que os governos dizem ​que dão. Isso fornece uma visão de sistemas de subsídios opacos, especialmente na China.

Os ⁠subsídios para 15 setores cobertos pelo banco de ​dados ‌da OCDE atingiram US$108 bilhões em 2024, apenas um pouco ⁠abaixo do pico em 2023.

Como porcentagem da receita das empresas, o valor em ambos os anos foi o mais alto desde ‌que ⁠os governos ‌ocidentais forneceram várias formas de apoio estatal em 2009, no auge da crise financeira.

Os setores que mais receberam subsídios ⁠entre 2005 e 2024 foram painéis ⁠solares, semicondutores, alumínio, aço e construção naval.

A OCDE afirmou que, em ‌uma estimativa conservadora, as empresas chinesas receberam, em média, de três a oito vezes mais apoio governamental do que as empresas sediadas na OCDE entre 2005 e 2024.

O secretário-geral ‌da OCDE, Mathias Cormann, disse em uma coletiva de imprensa que, das empresas que ganharam participação de mercado entre ⁠2005 e 2024, os subsídios explicaram cerca de 22% dos ganhos.

Esse número sobe para quase 60% no caso das ​empresas chinesas.

Os subsídios não levaram a ganhos significativos em produtividade ​ou lucratividade, disse ele.

Autoridades reunidas em um encontro ministerial da OCDE na quarta e quinta-feira discutirão maneiras de tornar o comércio global mais justo.

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