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Opep+ mantém produção de petróleo estável em meio à crise na Venezuela

Grupo de exportadores também lida com tensão ente Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

Reuters
Instalação representa barril de petróleo com logo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) durante a conferência sobre mudanças climáticas COP29 das Nações Unidas, em Baku, Azerbaijão  • 19/11/2024REUTERS/Maxim Shemetov
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A Opep+ concordou em manter a produção de petróleo estável em sua reunião de domingo (4), informou o grupo em comunicado, apesar das tensões políticas entre os membros-chave Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e da prisão do presidente da Venezuela, um produtor menor, pelos EUA.

A reunião de domingo dos oito membros da Opep+, que produz cerca de metade do petróleo mundial, ocorre após os preços do petróleo caírem mais de 18% em 2025 — a maior queda anual desde 2020 — em meio a crescentes preocupações com o excesso de oferta.

Os membros — Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã — aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia de abril a dezembro de 2025, o equivalente a quase 3% da demanda mundial de petróleo.

Eles concordaram em novembro em suspender os aumentos de produção para janeiro, fevereiro e março. A breve reunião online de domingo não discutiu a Venezuela, disse um delegado da Opep+.

Os oito países se reunirão novamente em 1º de fevereiro, segundo o comunicado.

Crises em diferentes frentes

As tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos aumentaram no mês passado devido a um conflito de uma década no Iêmen, quando um grupo alinhado aos Emirados Árabes Unidos tomou território do governo apoiado pela Arábia Saudita.

A crise desencadeou a maior divisão em décadas entre os antigos aliados próximos, à medida que anos de divergência em questões críticas chegaram a um ponto crítico.

A Opep conseguiu, no passado, superar sérias divisões internas, como a da Guerra Irã-Iraque, priorizando a gestão do mercado em detrimento de disputas políticas.

No entanto, o grupo enfrenta inúmeras crises, com as exportações de petróleo da Rússia pressionadas devido às sanções dos EUA por sua guerra na Ucrânia, e o Irã enfrentando protestos e ameaças de intervenção dos EUA.

No sábado (3), os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o presidente americano Donald Trump afirmou que Washington assumiria o controle do país até que uma transição para um novo governo fosse possível, sem especificar como isso seria realizado.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, maiores até mesmo que as da Arábia Saudita, líder da Opep, mas sua produção de petróleo despencou devido a anos de má gestão e sanções.

Analistas afirmam que é improvável que haja um aumento significativo na produção de petróleo bruto por anos, mesmo que as grandes petrolíferas americanas invistam os bilhões de dólares prometidos por Trump no país.

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