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    Otimismo com cenário externo pode manter ciclo de cortes da Selic em 0,5 ponto, diz Haddad

    Banco Central decidiu fazer nova redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, a 10,75% ao ano, e encurtou indicação sobre cortes futuros

    Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em coletiva de imprensa
    Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em coletiva de imprensa Reprodução

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (22) que tem esperança de que uma melhora no cenário econômico exterior pode manter o ciclo de cortes dos juros no Brasil em 0,50 ponto percentual (p.p.) nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

    “Eu acredito que, em algum momento, até o meio do ano, deve começar um ciclo de corte no Fed e no Banco Central europeu. Se isso acontecer, desanuvia o ambiente econômico internacional”, disse.

    O BC decidiu na quarta-feira (20) fazer uma nova redução de 0,50 ponto na taxa Selic, para 10,75% ao ano, e encurtou sua indicação sobre cortes futuros ao citar uma ampliação de incertezas, afirmando que sua diretoria antevê corte na mesma intensidade apenas na próxima reunião, em maio.

    Na visão de Haddad, o relatório do Copom aponta que o órgão resolveu aguardar junho para tomar uma decisão ao dizer que vai manter o corte de 0,50 p.p. no próximo encontro, diferente dos comunicados anteriores, quando dizia “nas próximas reuniões”, no plural.

    “O documento diz que vai tirar o plural para ter liberdade de tomar uma decisão à luz do que tiver acontecendo no mundo. Agora, eu sou otimista em relação ao que vai acontecer com o mundo até lá”, pontuou o chefe da equipe econômica.

    Haddad ainda disse que suas perspectivas podem não se confirmar, mas pontuou que, com base em suas agendas internacionais, o cenário global será positivo ao ambiente econômico no Brasil.

    “Essa premissa está baseada em fatos concretos, no comportamento do mercado e das autoridades monetárias do mundo que se encontram no G20 ou reunião do FMI para discutir esses assuntos. A perspectiva nossa que continua é essa [de corte de 0,5 ponto percentual da Selic]”.