Payroll: EUA criam 119 mil vagas em setembro, após shutdown

Divulgação do relatório de empregos não agrícolas estava atrasada há 7 semanas devido à paralisação do governo americano

Alicia Wallace, da CNN
Compartilhar matéria

A economia dos EUA criou 119 mil empregos em setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20), após um atraso de sete semanas devido à paralisação de 43 dias do governo norte-americano que foi encerrada na última quinta (13).

Isso representa uma recuperação expressiva em relação a agosto, quando 4 mil empregos foram perdidos, de acordo com novos dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho. A taxa de desemprego em setembro subiu para 4,4% (o nível mais alto em quase quatro anos), ante 4,3% de agosto.

Economistas previam a criação de 50 mil empregos e uma taxa de desemprego que se mantivesse em 4,3%, segundo a FactSet.

O setor de saúde e assistência social continuou impulsionando o crescimento geral do emprego. Esses setores criaram cerca de 57.100 vagas em setembro, representando quase metade dos ganhos totais.

Houve perda de empregos em setores como transporte e armazém (-25.300), serviços de trabalho temporário (-15.900) e indústria (-6.000).

Segundo especialistas, a crescente popularidade da inteligência artificial está impactando na demanda por mão de obra.

Embora os dados de emprego de setembro estivessem engavetados desde o início de outubro, eles fornecem um panorama crucial do mercado de trabalho em um momento em que tarifas, inflação persistente e juros elevados continuam a desacelerar a economia americana.

Além disso, este pode ser o último relatório de empregos completo por alguns meses, já que o shutdown do governo dos EUA prejudicou o processo de coleta e análise de dados durante outubro e parte de novembro. O Departamento de Estatísticas do Trabalho anunciou na quarta (19) que não haverá um relatório de empregos separado para outubro, mas que parte dos dados serão incluídos no relatório de novembro, previsto para 16 de dezembro.

Com isso, os dirigentes do banco central americano não terão o relatório de novembro em mãos na reunião dos dias 9 e 10 de dezembro. A ata da reunião do Fed de 28 e 29 de outubro, publicada na quarta (19), mostrou redução na taxa básica de juros, porém indicou que os dirigentes estão divididos em relação a um potencial novo corte no mês que vem.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais