Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm leve alta com mercado resiliente

Número veio acima das expectativas do mercado, que previa 219 mil pedidos

Lucia Mutikani, da Reuters
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O número de norte-americanos que entraram com ​pedidos de auxílio-desemprego aumentou ligeiramente ​na semana passada, indicando uma resiliência contínua do mercado de trabalho no início de junho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 4.000, para 229.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 6 de ⁠junho, informou o ​Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados ​pela Reuters previam 219.000 pedidos para a última semana.

Os ⁠pedidos tendem a aumentar no ⁠início do verão, já que alguns Estados ​permitem ‌que funcionários não docentes solicitem auxílio-desemprego durante as ⁠longas férias escolares. Os fatores sazonais, o modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações sazonais dos dados, ‌nem ⁠sempre capturam ‌esses movimentos.

A economia registrou o terceiro mês consecutivo de forte crescimento do emprego em maio, informou o ⁠governo na semana passada. A ⁠taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, pelo terceiro mês consecutivo.

Parte ‌da força no crescimento do emprego provavelmente se deve ao baixo número de demissões. Uma pesquisa da Federação Nacional de Empresas Independentes divulgada esta semana ‌mostrou que seu indicador de emprego caiu em maio pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a parcela ⁠de proprietários que planejam criar novos empregos nos próximos três meses caiu para o menor nível em ​seis anos.

Economistas afirmam que as contratações têm sido limitadas ​pela incerteza política, incluindo as tarifas de importação do ano passado e, agora, a guerra liderada pelos EUA contra o Irã.

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