Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem para 198 mil
Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a semana encerrada em 10 de janeiro

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, mas isso provavelmente não sinaliza uma mudança significativa no mercado de trabalho, que permanece em um padrão de espera.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9.000, para 198.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 10 de janeiro, de acordo com informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira (15). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
A queda nos pedidos de auxílio-desemprego provavelmente refletiu os desafios contínuos de ajustar os dados às flutuações sazonais em torno da temporada de festas de fim de ano e do início do ano. Houve pouca mudança na dinâmica do mercado de trabalho, com as demissões permanecendo baixas e as contratações lentas.
Economistas dizem que as políticas agressivas de comércio e imigração do presidente Donald Trump reduziram tanto a demanda quanto a oferta de trabalhadores. As empresas também não têm certeza de suas necessidades de equipe, pois vêm investindo pesadamente em inteligência artificial, reduzindo as contratações.
O relatório do Livro Bege do Federal Reserve apontou na quarta-feira (14) que "o emprego permaneceu praticamente inalterado" no início de janeiro. O banco central dos EUA disse que vários distritos "relataram um aumento de trabalhadores temporários, com um contato relatando que isso lhes permite permanecer flexíveis em tempos incertos".
Quando as empresas estavam contratando, era "principalmente para preencher vagas ao invés de criar novos cargos", acrescentou o Fed.


