Pesquisa da CNN: Aprovação de Trump em relação à economia atinge mínima

Aproximadamente dois terços dos americanos alegam que as políticas do presidente Donald Trump pioraram as condições econômicas nos EUA

Jennifer Agiesta, da CNN*
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A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à economia caiu para um novo mínimo histórico de 31%, de acordo com uma nova pesquisa da CNN conduzida pela SSRS, refletindo o crescente pessimismo entre os americanos.

A pesquisa da CNN foi conduzida pela SSRS online e por telefone, de 26 a 30 de março, com uma amostra nacional aleatória de 1.201 adultos. Os resultados para a amostra completa têm uma margem de erro amostral de mais ou menos 3,2 pontos percentuais.

Aproximadamente dois terços dos americanos dizem que as políticas de Trump pioraram as condições econômicas nos EUA. 27% dizem aprovar a forma como Trump lidou com a inflação, uma queda em relação aos 44% de um ano atrás.

A taxa de aprovação geral de Trump se manteve relativamente estável em 35%, um ponto percentual acima da mínima histórica dele nas pesquisas da CNN. No entanto, a parcela de republicanos que aprovam fortemente o desempenho dele caiu para 43%, ante 52% em janeiro.

A taxa de aprovação econômica de Trump caiu 8 pontos percentuais no geral desde janeiro e uma queda ainda maior, de 14 pontos percentuais, entre os republicanos. Entre os republicanos com menos de 45 anos, a queda é ainda mais acentuada, de 23 pontos percentuais. E quase 3 em cada 10 republicanos (28%) dizem que suas políticas pioraram a situação econômica nos EUA, um aumento em relação aos 13% que compartilhavam dessa opinião em janeiro.

Desde a pandemia de Covid-19, pesquisa após pesquisa aponta a economia como a principal preocupação americana, com a população amplamente insatisfeita em geral com a forma como Washington a tem conduzido.

Os 65% que afirmam que as políticas de Trump pioraram a economia representam a maior porcentagem da presidência dele, superior à porcentagem que disse o mesmo sobre as políticas de Joe Biden em qualquer momento do mandato do democrata.

Cerca de três quartos dos americanos dizem que a economia dos EUA está em má situação, um aumento de 8 pontos desde janeiro, com a porcentagem que a considera "muito ruim" subindo 12 pontos. Aproximadamente 6 em cada 10 esperam que a economia estará em más condições daqui a um ano, a maior porcentagem a afirmar isso durante qualquer uma das presidências de Trump.

Crise do petróleo afeta Trump

A pesquisa sugere que a pressão financeira dos preços da gasolina, que agora estão em média acima de US$ 4 por galão em todo o país por conta da guerra no Oriente Médio, aumentou a frustração financeira dos americanos.

Embora a parcela dos que dizem ter mudado os hábitos de compra de supermercado ou reduzido gastos supérfluos tenha diminuído em comparação com o ano passado, mais de 6 em cada 10 americanos ainda afirmam estar cortando gastos dessa forma, números que se mantêm acima de 60% nas pesquisas da CNN desde 2022. E 45% dizem ter reduzido significativamente a frequência com que dirige.

No geral, 63% afirmam que o aumento nos preços dos combustíveis causou algum tipo de dificuldade financeira nas famílias, incluindo 15% que consideram a situação grave. 57% veêm o aumento dos preços como uma flutuação temporária, e não como uma mudança permanente, embora os sinais do mercado sugiram que, mesmo que a guerra termine em breve, é provável que haja efeitos duradouros nos preços do petróleo. Sete em cada dez pessoas dizem que o presidente não tem um plano claro para lidar com a situação dos preços da gasolina, e 24% aprovam a atuação dele.

Questionado sobre o problema mais importante que o país enfrenta, um republicano respondeu à pesquisa: “Preços! Tudo está muito caro. Isso torna muito difícil fazer qualquer coisa além de trabalhar e voltar para casa. As idas ao supermercado estão absurdas!".

Na nova pesquisa, 40% citam a questão econômica como a mais importante, mais que o dobro da porcentagem que menciona qualquer outro tipo de problema nesta pesquisa aberta.

E 67% afirmam que Trump não deu atenção suficiente aos principais problemas do país.

A pesquisa também indica alguns sinais de piora na avaliação da abordagem de Trump à política externa. Os 63% que dizem que as decisões nessa área prejudicaram a posição dos Estados Unidos no mundo representam um aumento de 6 pontos percentuais desde janeiro, e apenas 36% aprovam a condução do republicano nos assuntos externos.

Mas há estabilidade na avaliação de como as coisas estão indo nos EUA. Embora o público esteja amplamente pessimista – 67% dizem que as coisas estão indo mal – a situação não está pior do que no outono passado do país. E os índices de aprovação de Trump em outras questões importantes, incluindo imigração e política de saúde, embora negativos, mantiveram-se praticamente estáveis ​​desde o início do ano.

Paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS)

39% dizem que o Partido Republicano merece a maior parte da culpa pela paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna, 25% que os democratas no Congresso, e 28% que ambos os grupos compartilham a culpa igualmente.

Um em cada cinco americanos considera a paralisação parcial uma crise, uma porcentagem menor do que a registrada durante a paralisação total do governo no segundo semestre do ano passado. Embora o impacto mais visível da paralisação parcial tenha sido as longas filas nos postos de segurança dos aeroportos, já que os agentes da TSA ficaram sem receber até que uma recente ordem executiva liberasse os salários esta semana, a pesquisa mostra pouca diferença nas avaliações da gravidade da paralisação com base no fato de as pessoas terem viajado de avião recentemente.

E poucos acreditam que a ordem de Trump para enviar agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) aos aeroportos tenha ajudado a situação: 40% disseram que piorou as coisas, enquanto 21% acharam que melhorou.

Muitos afirmam que Trump extrapolou limites em vários pontos-chave no segundo mandato. Cerca de 6 em cada 10 dizem que ele "foi longe demais" ao tentar expandir o poder dos EUA sobre outros países, ao usar o poder da Presidência e do Executivo e ao cortar programas do governo federal. 55% dizem que ele foi longe demais ao deportar imigrantes que vivem ilegalmente nos EUA.

*Ariel Edwards-Levy e Edward Wu, da CNN, contribuíram com esta matéria

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