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    Por R$ 10 bi em investimentos, governo vai à Arábia Saudita apresentar projetos no 2º semestre

    Reino integra roteiro do governo brasileiro para atrair capital

    Presidente Lula recebido em Riade, na Arábia Saudita
    Presidente Lula recebido em Riade, na Arábia Saudita Reprodução/Ricardo Stuckert (28.nov.23)

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    A Arábia Saudita será destino no “road show” de técnicos do governo para apresentar a investidores projetos do Novo PAC. A visita ao país do Oriente Médio está prevista para o segundo semestre deste ano, e a ideia é atrair tanto dinheiro de fundos soberanos quanto de parceiros privados.

    No ano passado, a Arábia Saudita anunciou que vai aplicar US$ 10 bilhões no Brasil — com a maior parte do dinheiro concentrada no fundo soberano saudita, o Saudi Arabia Public Investment Fund (PIF).

    O governo brasileiro estabeleceu um grupo de trabalho para viabilizar estes investimentos. Na época do anúncio da aplicação pelos sauditas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sinalizou que o Novo PAC receberia parte relevante do montante.

    Há a expectativa de que os fundos árabes atuem não somente como investidores majoritários nos projetos, mas também na posição de sócios. Em agosto do ano passado, o Pátria Investimentos venceu leilão e encarteirou concessão de rodovias no Paraná com apoio do PIF, por exemplo.

    O PIF investiu US$ 31,6 bilhões em 2023 e se tornou o fundo mais ativo do mundo, segundo a consultoria Global SWF. Só no Brasil foram aplicados US$ 3 bilhões, sendo que US$ 2,6 bilhões foram para a Vale, via uma empresa controlada pelo fundo soberano.

    Outros destinos dos técnicos do governo serão a Espanha, em março; a França, em abril; os Estados Unidos, em maio. Além da Arábia Saudita, serão visitadas China e Singapura no segundo semestre.

    George Santoro, secretário-executivo do Ministério dos Transportes, afirmou em entrevista à CNN que o investidor privado também estará na mira nestas viagens.

    “Num primeiro momento a gente faz um evento no país, para 50 ou 100 pessoas, e depois uma série de reuniões bilaterais, com bancos e fundos de investimento, quando há a aproximação entre o Brasil e os operadores”, indica.