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Presidente do Rioprevidência é alvo de operação contra aplicações no Master

Também são alvos de buscas Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino da institução, exonerado em dezembro de 2025

Rafael Saldanha, da CNN Brasil
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O diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, está entre os alvos da operação da Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (23), no escopo das investigações contra o Banco Master. 

Além de Deivis, também são alvos de buscas Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino da institução, exonerado em dezembro de 2025. 

Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, inclusive na sala da presidência da sede da autarquia, no Centro do Rio. Dois endereços residenciais, nos bairros da Urca e do Botafogo, também são alvos das ordens judiciais.

Diversos agentes federais participam da operação para apreender evidências, inclusive documentos internos do órgão, que ajudem a embasar o inquérito da Polícia Federal. A corporação investiga uma suspeita de operações financeiras irregulares no fundo que gere o patrimônio de aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, segundo apuração da CNN Brasil.

A investigação, iniciada em novembro de 2025, apura um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Segundo a PF, são investigados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Procurado pela CNN Brasil, o Rioprevidência informou que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

Em nota, a instituição também disse aos segurados que a “prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”

O que são os RPPS

Os regimes de previdência são fundos de pensão para servidores públicos de um estado ou município, destinados a complementar a aposentadoria oficial e garantir o pagamento de benefícios previdenciários aos servidores efetivos ativos e inativos.

Segundo o regulamento do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), créditos vinculados a esses fundos não são cobertos pelo FGC.

Nesses casos, os investidores só conseguirão saber quanto será possível resgatar das aplicações durante o processo de liquidação dos ativos, procedimento que costuma se arrastar por anos.

O FGC não cobre o RPPS porque sua proteção se limita a depósitos e créditos do sistema financeiro privado, enquanto o RPPS é um regime público de previdência, com regras próprias e fiscalizado por órgãos como o Ministério da Previdência e tribunais de contas.

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