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    Produção industrial recua 0,2% em fevereiro, diz IBGE

    Na comparação com fevereiro do ano passado, recuo foi de 2,4%

    Expectativa do mercado era de queda de 0,1% na comparação mensal e de 1,9% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters
    Expectativa do mercado era de queda de 0,1% na comparação mensal e de 1,9% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters Rebecca Cook

    Tamara Nassifda CNN em São Paulo

    produção industrial do país recuou 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (19). É o terceiro resultado negativo em sequência, com queda acumulada de 0,6%.

    Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção industrial teve recuo de 2,4%. A expectativa do mercado era de queda de 0,1% na comparação mensal e de 1,9% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters.

    Com esse resultado, segundo o IBGE, a indústria do país fica 2,6% abaixo do patamar pré-pandemia e 19% do nível recorde da série histórica, alcançado em maio de 2011.

    “Embora a produção industrial tenha mostrado alguma melhora no fim do ano passado, este início de 2023 apresenta perda na produção, permanecendo longe de recuperar as perdas do passado recente”, afirma André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

    Das 25 atividades pesquisadas, nove apresentaram queda de janeiro para fevereiro. Os destaques ficam com os ramos de produtos farmacêuticos (-4,5%), químicos (-1,8%) e alimentícios (-1,1%).

    “Entre os alimentos, alguns dos destaques negativos vieram da menor produção de carnes de bovinos, aves e suínos, sucos e derivados da soja. A queda observada na produção de carne bovina teve a influência da suspensão das exportações para a China por conta do mal da vaca louca no final do mês de fevereiro”, diz Macedo.

    Atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,5%) e de produtos de metal (-1,4%) também colaboraram para a variação negativa da indústria nacional.

    Entre as atividades que registraram avanço na produção, estão: impressão e reprodução de gravações (11,2%), indústrias extrativistas (4,6%), produtos diversos (4,0%), setores de bebidas (3,6%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,0%), metalurgia (0,8%) e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%),

    Já entre os maiores setores da pesquisa, a indústria de bens de consumo duráveis foi a de maior taxa negativa, a 1,4%, após um recuo de 1,2% em janeiro. Bens de consumi semi e não duráveis também tiveram queda na produção, com 0,1%, interrompendo quase quatro meses seguidos de crescimento.

    Bens de capital e bens intermediários tiveram variações positivas, de 0,1% e 0,5%, respectivamente.

    Recuo anual acima do previsto

    A queda de 2,4% na comparação anual ficou acima do estimado por analistas de mercado. Segundo o IBGE, o recuo na produção foi disseminado e atingiu 17 dos 25 ramos pesquisados.

    As maiores quedas vieram de máquinas e equipamentos (9,0%), produtos químicos (8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e produtos alimentícios (3,8%).

    Entre as oito atividades que tiveram alta, a de indústrias extrativas (5,1%) exerceu a maior influência sobre a média da indústria, impulsionada, principalmente, pela maior produção dos itens minérios de ferro e óleos brutos de petróleo.

    “O recuo nessa comparação reverte o avanço de 0,3% registrado em janeiro deste ano”, destaca Macedo, ressaltando a influência do chamado efeito-calendário. “Fevereiro de 2023 teve um dia útil a menos, com 18 dias úteis.”