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    Reajuste do ICMS vai encarecer medicamentos no Brasil, afirma Abrafarma

    Associação critica argumento dos estados e diz que decisão não leva consumidor em consideração

    Abrafarma diz que carga tributária sobre medicamentos no país já é seis vezes mais alta que no restante do mundo
    Abrafarma diz que carga tributária sobre medicamentos no país já é seis vezes mais alta que no restante do mundo Romildo de Jesus/Futura Press/Estadão Conteúdo

    João Nakamurada CNN*

    São Paulo

    O reajuste do ICMS em 10 estados e no Distrito Federal deve encarecer os medicamentos no Brasil, afirma a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

    Segundo a associação, as variações de 1% a 2% no imposto certamente devem repassar os preços ao consumidor.

    As Unidades da Federação que vão realizar o reajuste argumentam que a medida é necessária para compensar perdas de arrecadação. Do ponto de vista da Abrafarma, o argumento é raso e não leva em consideração o impacto ao consumidor.

    “Enquanto o Brasil experimenta um viés de redução da inflação e dos juros, aliado à aprovação da reforma tributária, esses governos caminham na contramão e demonstram insensibilidade com a população mais pobre”, critica Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

    De acordo com a associação, a carga tributária sobre medicamentos no país já é seis vezes mais alta que no restante do mundo.

    Confira os estados com elevação de ICMS

    • Bahia: 19% para 20,5% – em Fev/24
    • Ceará: 18% para 20% – em Jan/24
    • Distrito Federal: 18% para 20% – em Jan/24
    • Goiás: 17% para 19% – em Abr/24
    • Maranhão: 20% para 22% – em Fev/24
    • Paraíba: 18% para 20% – em Jan/24
    • Paraná: 19% para 19,5% – em Mar/24
    • Pernambuco: 18% para 20,5% – em Jan/24
    • Rio de Janeiro: 20% para 22% – em Mar/24
    • Rondônia: 17,5% para 19,5% – em Jan/24
    • Tocantins: 18% para 20% – em Jan/24

    Como noticiou a CNN, São Paulo e Rio Grande do Sul chegaram a sinalizar aumentar o ICMS para 2024, mas recuaram da decisão.

    *Sob supervisão de Lígia Tuon