Relação Brasil-EUA não podia ficar em "fofocas e intrigas", diz Fávaro
À CNN Brasil, ministro da Agricultura afirmou que ordem executiva dos EUA devolve normalidade ao comércio entre os dois países

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou à CNN Brasil nesta quinta-feira (20) que as relações entre Brasil e Estados Unidos não podiam “ficar resumidas a fofocas, a 'disse-me-disse' e a intrigas”, ao comentar a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump que retira a sobretaxa de 40% imposta a determinados produtos agrícolas brasileiros.
Fávaro atribuiu o desfecho ao diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Para ele, a decisão norte-americana representa “um momento importante” e demonstra que a diplomacia “voltou a prevalecer” após semanas de tensão comercial.
Ele destacou que os dois países mantêm laços históricos, com mais de 200 anos de amizade, e não poderiam permitir que o fluxo de comércio fosse afetado por ruídos políticos.
“As duas maiores nações das Américas não podiam ficar tocadas por fofocas, 'disse-me-disse' e intrigas. A partir do momento em que os dois líderes dialogaram, as coisas vieram para a normalidade”, disse o ministro.
Fávaro afirmou ainda que a reversão da medida beneficia produtores e consumidores dos dois lados e reforça a solidez das relações bilaterais.
“Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, afirmou.
Trump assinou ordem executiva, nesta quinta-feira, com efeito retroativo ao dia 13 de novembro.
Dentre os produtos citados no anexo, estão inclusos o café, a carne bovina, o petróleo e frutas, produtos na lista dos mais exportados pelo Brasil aos americanos, que agora estão isentos das sobretaxas impostas desde o início do tarifaço.
O comunicado assinado por Trump também cita conversa por telefone entre os dois presidentes, ocorrida no dia 6 de outubro, na qual os líderes teriam concordado em negociar as tarifas citadas.
O republicano afirma que "recomendações adicionais" da equipe do governo norte-americano e o avanço nas negociações com os brasileiros levaram à remoção das cobranças.


