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    Secretários de 18 estados pedem ao Congresso prorrogação do auxílio emergencial

    Os secretários também pedem a prorrogação do estado de calamidade pública e do orçamento de guerra por seis meses

    Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo



     

    Secretários da Fazenda de 18 estados brasileiros enviaram uma carta ao Congresso Nacional na noite desta sexta-feira (22) em que defendem a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial no Brasil. 

    “A continuidade de tal medida é essencial para não colocar milhares de famílias em situação de fome e desamparo social, manter o nível do consumo, evitando a paralisia da atividade econômica e, consequentemente, a arrecadação dos tributos, principalmente do ICMS, principal imposto estadual”, afirmam os representantes dos estados.

    Os secretários também pedem a prorrogação do estado de calamidade pública e do orçamento de guerra por seis meses e a suspensão do pagamento de precatórios e a manutenção da suspensão dos pagamentos de amortização e juros à União.

    A carta é enviada em nome do Comitê dos Secretários da Fazenda dos Estados e do DF (Comsefaz) e assinada pelos responsáveis pelo caixa dos seguintes estados: Piauí, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

    Para os secretários, “a pandemia não chegou ao fim” e a perspectiva ainda distante de uma vacinação satisfatória justificam a prorrogação desses gastos.

    “Lamentavelmente, ao contrário do que esperávamos, a pandemia ainda não chegou ao fim.
    Ainda não está definido o calendário nacional de vacinação do país e os dados de evolução de
    mortes e da taxa de contágio estão em níveis alarmantes”, escrevem.

    Os secretários também defendem o distanciamento social. Novas medidas estão sendo adotadas pelos governadores dos estados diante do aumento dos casos e das mortes em razão da pandemia da Covid-19.

    “O distanciamento social é a principal forma de reduzir a taxa de contágio da doença e salvar
    vidas, segundo os principais expoentes da área de infectologia, microbiologia, medicina
    preventiva e cuidados sanitários”, afirmam.

    Auxílio emergencial
    Auxílio emergencial
    Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil