Setor produtivo comemora acordo Mercosul-UE
Conselho Europeu deu aval ao tratado nesta sexta-feira (9)
O setor produtivo nacional já comemora o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, negociado ao longo de mais de duas décadas e avalizado pelo Conselho Europeu nesta sexta-feira (9).
A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), afirmou ver a aprovação com “entusiasmo”.
“Após mais de duas décadas de negociações, a decisão de uma maioria qualificada de países do bloco europeu sela um compromisso histórico que integra dois dos maiores mercados do mundo, criando uma rede de conexões que soma mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 20 trilhões”, diz a confederação.
Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou a medida como "um passo significativo" na introdução do Brasil no mercado internacional.
"Além de ampliar o acesso ao mercado europeu, a CNI destaca o potencial de intensificação das relações comerciais e produtivas com países do Leste Europeu, como República Tcheca, Polônia e Romênia, que possuem fluxos comerciais modestos com o Brasil que podem ser ampliados de forma consistente, com destaque para indústria, tecnologia e consumo interno", citou a entidade.
O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) afirmou que o acordo deve beneficiar principalmente o segmento de cafés industrializados brasileiros.
“Além da melhoria em volume e receita com as exportações, outro fator que será relevante é o potencial aumento dos investimentos nas indústrias de cafés industrializados no Brasil, sendo esse um ponto de geração de empregos e renda nas regiões dessas fábricas”, disse.
Já a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que o tratado mudará “substancialmente” a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si.
A ABPA, (Associação Brasileira de Proteína Animal), afirmou que o acordo representa um avanço “relevante” para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos.
A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) também avaliou positivamente o tratado.
“O acordo representa uma oportunidade concreta de reposicionar a indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado. Ele amplia o acesso a mercados, incentiva o intercâmbio tecnológico e cria um ambiente mais previsível e moderno para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa”, afirma André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.


