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    Temor com inflação cai, mas fatura do cartão de crédito ainda preocupa, diz estudo

    Na pesquisa anterior, 82% se diziam receosos com o aumento no valor dos preços dos produtos

    Conseguir pagar a fatura mensal das compras a prazo é algo que aflige 78% das pessoas
    Conseguir pagar a fatura mensal das compras a prazo é algo que aflige 78% das pessoas Getty Images

    Rayane Rochada CNN* Rio de Janeiro

    A preocupação dos brasileiros com a inflação teve queda no mês de fevereiro. Apesar do cenário mais otimista, atualmente 76% dizem estar preocupados com a variação de preços no mercado, e a fatura do cartão de crédito ainda é o maior temor das famílias.

    O dado é melhor que os números apresentados na última pesquisa, de dezembro, da “Global State of the Consumer Tracker”, quando 82% se diziam receosos com o aumento no valor dos produtos. O levantamento é desenvolvido pela Deloitte, uma prestadora de serviços internacional no ramo de consultoria.

    Conseguir pagar a fatura mensal das compras a prazo é algo que aflige 78% das pessoas. A mesma porcentagem dos entrevistados também teme que os efeitos da inflação tenham consequências nas finanças pessoais e atinjam as economias guardadas.

    Mesmo com os indicadores elevados, os brasileiros informaram estarem esperançosos com cenários positivos para a econômica a médio prazo. Para os próximos três anos, 75% disseram estar otimistas de que a situação financeira vai melhorar.

    Dentro desse panorama, 69% dos entrevistados planejam realizar uma viagem a lazer nas próximas quatro semanas e comprar um veículo também está nos planos de metade dos consultados pelo estudo. Ao todo, 1.000 pessoas foram entrevistadas.

    Em comparação com o mês de setembro de 2021, por exemplo, o resultado do início do ano é ainda mais favorável. À época, esse sentimento acometia 84% dos consumidores no país.

    Com o recuo deste mês, o Brasil deixa de fazer parte da lista de nações mais preocupadas com a taxa inflacionária. Em dezembro, o país ocupava a segunda posição do ranking.

    A liderança era da África do Sul, com 83%, e o terceiro lugar com a Espanha, com 80%. Agora, os brasileiros deram espaço para a Polônia, que ocupa a terceira colocação. Os espanhóis, por sua vez, subiram um posto.

    * Sob supervisão de Maria Mazzei