Travel & Expense Summit 2025 discute pilares da transformação financeira
Evento reúne especialistas para discutir inovação, estratégias e tecnologia no setor financeiro, com destaque para o papel da inteligência artificial nos negócios
O Travel & Expense Summit 2025 foi realizado nesta quarta-feira (10), reunindo CEOs, CFOs, executivos e economistas para debater os principais pilares do futuro da transformação financeira no Brasil e no mundo. O evento aborda temas cruciais como inovação, estratégias, tecnologia e gestão de despesas corporativas.
Durante o primeiro painel, a economista Zena Latif apresentou uma análise do cenário macroeconômico, destacando o posicionamento do Brasil no comércio global.
Segundo Latif, apesar do impacto das tarifas de 50% impostas por Donald Trump em diversos setores, o quadro não é catastrófico, e o Brasil mantém-se como um importante parceiro comercial, com destaque para o desempenho das exportações, tanto em commodities quanto no setor industrial.
Desafios e Oportunidades
Latif ressaltou a importância da pressão exercida por empresários em Nova York e Washington, que tem resultado em algumas concessões nas tarifas impostas.
A economista também abordou questões domésticas, como a taxa Selic em 15,00% e a necessidade urgente de discussão fiscal, destacando que o Brasil precisa alcançar um superávit primário de 2,5% para organizar as contas públicas -- o que exige mais de um mandato governamental para ser atingido.
Tecnologia e Produtividade
O evento também explorou perspectivas microeconômicas, com ênfase no papel da tecnologia como impulsionadora dos negócios. Um dado relevante apresentado do MIT indica que 95% dos novos projetos com inteligência artificial acabam falhando, evidenciando que, apesar de sua presença significativa no cotidiano empresarial, ainda há muito potencial a ser explorado.
Edson Gonçalves, cofundador da Paytrack, destacou a importância do evento para a troca de experiências e soluções entre os participantes.
O executivo enfatizou que o Brasil ainda possui amplo espaço para crescimento em produtividade, processo que necessariamente passará pela adoção de tecnologias, especialmente a inteligência artificial, aliada à implementação de novos processos organizacionais.


