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Trump dá xeque-mate na China e na Opep, diz Pires

Especialista aponta que estratégia dos EUA vai além do simples interesse no petróleo da Venezuela

Da CNN Brasil
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A estratégia dos Estados Unidos em relação à Venezuela pode representar uma tentativa de refundar a geopolítica mundial do petróleo, segundo avaliação de Adriano Pires, sócio fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura e Energia).

Em entrevista ao CNN Money, Pires analisou o impacto das recentes ações americanas e as possíveis consequências para o mercado global de petróleo, incluindo oportunidades para o Brasil.

O especialista destacou que essa movimentação representa um "xeque-mate" na China, que vinha aumentando sua participação como importadora de petróleo venezuelano, além de impactar na Opep, o grupo de países que exportam a commodity.

Para ele, a estratégia de Donald Trump vai além do simples interesse no petróleo venezuelano. "Acho que o que o Trump quer fazer é refundar, criar uma nova ordem geopolítica do petróleo no mundo", afirmou.

Com maior ingerência sobre as reservas mundiais e com empresas americanas retomando o protagonismo na exploração venezuelana, os EUA poderiam criar "uma espécie de mini Opep".

Além disso, com maior controle sobre a produção global, os Estados Unidos ganhariam poder de negociação frente à Opep e à Rússia, podendo influenciar mais diretamente os preços do barril no mercado internacional.

A Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, mas sua produção atual está em torno de apenas 1 milhão de barris por dia, muito abaixo dos 3 milhões que já chegou a produzir antes da era chavista.

Segundo Pires, essa queda drástica ocorreu devido à falta de investimentos após a estatização dos campos de petróleo realizada por Hugo Chávez.

"Você tem que ter investimento, investimento em petróleo é um investimento gigante sempre", explicou.

Impactos para o Brasil

Quanto ao Brasil, Pires vê oportunidades no cenário atual. Com a China possivelmente perdendo espaço na Venezuela, o país asiático poderia aumentar suas importações de petróleo brasileiro, que já é seu principal fornecedor.

"O petróleo brasileiro é muito melhor que o petróleo venezuelano, é um petróleo leve", destacou, explicando que isso permite refinarias mais simples e maior produção de derivados de alto valor agregado.

O especialista lembrou que o Brasil está em uma curva de produção crescente, próximo de atingir 4 milhões de barris diários, com expectativa de chegar a 5 milhões em 2027.

"O Brasil vai ter mais protagonismo na cena internacional de petróleo", projetou, lembrando que o petróleo já é o principal item da balança comercial brasileira.

No entanto, Pires alerta que, independentemente dos eventos na Venezuela, já havia previsões de queda no preço do barril para 2026-2027. Com a possível retomada da produção venezuelana, esse efeito pode ser ainda mais acentuado no curto prazo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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