Trump isenta diversos minerais e produtos energéticos de tarifaço
Exclusão já era considerada provável pelo governo brasileiro e por autoridades do setor mineral

O presidente Donald Trump deixou de fora da lista de produtos que serão afetados pela tarifa de 50% diversos minérios e itens do setor energético.
A exclusão já era considerada provável pelo governo brasileiro e por autoridades do setor mineral que participam diretamente das negociações com os Estados Unidos, como noticiado pela CNN.
Na ordem executiva que oficializa a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump incluiu exceções para minérios como ferro, estanho, ouro, prata e carvão.
O presidente também poupou o petróleo e o gás natural brasileiros.
Outras tecnologias derivadas de minerais críticos, como baterias de níquel-cádmio e baterias de íons de lítio (lithium-ion), também não serão impactadas pela sobretaxa.
Essas baterias são consideradas essenciais para a produção de equipamentos militares, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
Para esses produtos, fica valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.
Mineradoras ouvidas pela reportagem avaliam que a decisão dos EUA ocorre porque esse mercado é amplamente dominado pela China. Sobretaxar produtos brasileiros, o que inviabilizaria sua entrada no país, seria, na prática, uma forma de afastar esses recursos do território americano e direcioná-los a Pequim, principal comprador dos minerais brasileiros.
A própria IEA (Agência Internacional de Energia) alerta que o monopólio chinês na produção de baterias, que depende diretamente dos minerais estratégicos, representa riscos geopolíticos e para as cadeias de suprimentos.
A China detém mais de 80% da capacidade global de produção de células de bateria. Mais da metade do processamento mundial de lítio e cobalto também ocorre no país.


