Trump isenta diversos minerais e produtos energéticos de tarifaço

Exclusão já era considerada provável pelo governo brasileiro e por autoridades do setor mineral

Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília
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O presidente Donald Trump deixou de fora da lista de produtos que serão afetados pela tarifa de 50% diversos minérios e itens do setor energético.

A exclusão já era considerada provável pelo governo brasileiro e por autoridades do setor mineral que participam diretamente das negociações com os Estados Unidos, como noticiado pela CNN.

Na ordem executiva que oficializa a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump incluiu exceções para minérios como ferro, estanho, ouro, prata e carvão.

O presidente também poupou o petróleo e o gás natural brasileiros.

Outras tecnologias derivadas de minerais críticos, como baterias de níquel-cádmio e baterias de íons de lítio (lithium-ion), também não serão impactadas pela sobretaxa.

Essas baterias são consideradas essenciais para a produção de equipamentos militares, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Para esses produtos, fica valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.

Mineradoras ouvidas pela reportagem avaliam que a decisão dos EUA ocorre porque esse mercado é amplamente dominado pela China. Sobretaxar produtos brasileiros, o que inviabilizaria sua entrada no país, seria, na prática, uma forma de afastar esses recursos do território americano e direcioná-los a Pequim, principal comprador dos minerais brasileiros.

A própria IEA (Agência Internacional de Energia) alerta que o monopólio chinês na produção de baterias, que depende diretamente dos minerais estratégicos, representa riscos geopolíticos e para as cadeias de suprimentos.

A China detém mais de 80% da capacidade global de produção de células de bateria. Mais da metade do processamento mundial de lítio e cobalto também ocorre no país.

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