UBS eleva a previsão anual do S&P 500 por forte consumo e demanda em IA

Outro quarto é proveniente de maiores lucros no setor de energia, juntamente com o aumento do investimento em data centers

Akriti Shah, da Reuters, em Bengaluru
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 O UBS Global Wealth Management elevou sua previsão para o índice S&P 500 .SPX no final de 2026 de 7.500 para 7.900, citando a resiliência do consumo e a forte demanda por infraestrutura de data centers.

Nas últimas semanas, um número crescente de corretoras elevou suas projeções para o S&P 500. 

O Morgan Stanley, por exemplo, prevê 8.000 pontos até o final de 2026, impulsionado por fortes investimentos em inteligência artificial e otimismo em relação aos lucros

No entanto, a entidade ignorou, em grande, parte os riscos de inflação decorrentes da alta dos preços do petróleo, ligada ao conflito no Oriente Médio.

A meta atual do gestor de patrimônio implica uma valorização de cerca de 6% em relação ao último fechamento do índice, de 7445,72 pontos.

A empresa também estabeleceu uma meta de 8.200 pontos para o índice em junho de 2027, mantendo sua visão "atrativa" sobre as ações americanas, e elevou sua estimativa de lucro por ação para 2026 de US$ 310 para US$ 335.

"Continuamos acreditando que os fatores que impulsionam o mercado em alta permanecem intactos: crescimento econômico e de lucros resiliente, um Federal Reserve favorável e a implementação da IA", disseram estrategistas do UBS em nota divulgada na quinta-feira (21).

O aumento nas estimativas de lucro é concentrado, com cerca de metade impulsionada pela demanda por semicondutores, especialmente pelos preços dos chips de memória.

Outro quarto é proveniente de maiores lucros no setor de energia, juntamente com o aumento do investimento em data centers, disseram eles.

Os lucros do primeiro trimestre do S&P 500 estavam a caminho de subir quase 29% em relação ao ano anterior, com grande parte desse crescimento impulsionado pelas gigantes de Wall Street relacionadas à inteligência artificial, de acordo com dados da LSEG de 15 de maio.

No entanto, o UBS afirmou que a falta de uma resolução em torno do Estreito de Ormuz pode começar a minar esses fatores de alta, com os recentes aumentos nos preços do petróleo e nas taxas de juros pressionando alguns setores.

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