Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    União cede e deve cortar pela metade juros da dívida de estados

    São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul respondem por quase 90% da dívida de R$ 740 bilhões dos estados com a União

    Pelas tratativas até agora, o alívio valeria sem nenhuma retroatividade
    Pelas tratativas até agora, o alívio valeria sem nenhuma retroatividade stevepb/Pixabay

    Daniel Rittnerda CNN

    Brasília

    O governo federal deverá fechar um acordo, nesta terça-feira (26), para aliviar as dívidas dos estados com a União.

    O entendimento deverá beneficiar, especialmente, quatro unidades da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

    O acordo permitirá uma redução do indexador da dívida, hoje fixado em IPCA + 4% ao ano, para IPCA + 2% ao ano. O percentual ainda está sendo discutido na cúpula do governo.

    Nesta segunda-feira (25), os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, discutiram pessoalmente os termos finais do entendimento. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, participou das tratativas.

    A batida de martelo estava pendente de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A intenção é anunciar o acordo em encontro de Haddad com governadores do Sul e do Sudeste nesta terça-feira.

    São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul respondem por quase 90% da dívida de R$ 740 bilhões dos estados com a União.

    Pelas tratativas até agora, o alívio valeria daqui para a frente, sem nenhuma retroatividade. Fontes do governo federal, no entanto, ainda esperam pressão dos governadores por menos juros e admitem que esses podem não ser os termos definitivos do acordo.