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    Waack: Decisão do Copom está muito além dos números

    Caminhamos para um cenário benigno, de inflação controlada, contas públicas equilibradas e, portanto, possibilidade de juros mais baixos?

    William Waackda CNN São Paulo

    O problema da decisão de hoje do Copom de reduzir o ritmo da queda da taxa de juros não está no número, que foi de 0,50 para 0,25. Está na encruzilhada exposta por essa decisão, após desempate no Copom proferido pelo atual presidente do Banco Central.

    Pois votaram pela redução do ritmo de queda dos juros os diretores que olham com preocupação o horizonte de taxas de inflação mais altas, e com igual preocupação a política fiscal do governo mais frouxa.

    E votaram por baixar os juros com mais força aqueles indicados pelo atual governo, que tem na expansão dos gastos e no correspondente aumento da receita seu credo em economia. Aí está a encruzilhada.

    Caminhamos para um cenário benigno, de inflação controlada, contas públicas equilibradas e, portanto, possibilidade de juros mais baixos?

    Ou para um cenário bem menos positivo, de inflação controlada num ambiente de preços altos, com política fiscal montada em torno da crença de que gasto público é vida?

    Tem muitos fatores que influenciam a taxa de juros – até mesmo imponderáveis como a tragédia natural no Rio Grande do Sul. Mas um dos essenciais são escolhas e decisões políticas.

    Para o presidente Lula, elas estão tomadas, e o debate sobre questões fiscais é inócuo. Ele vai gastar o que precisar gastar.

    Só falta agora um Banco Central amigo. Falta pouco.