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    XP reduz a 5,45% projeção para inflação e espera dólar em R$ 5 no fim do ano

    Estimativa de inflação menor deve-se a quadro esperado de câmbio fortalecido e preços mais baixos de algumas matérias-primas

    Anteriormente, previsão para IPCA este ano era de 6,2% e a do câmbio, R$ 5,30
    Anteriormente, previsão para IPCA este ano era de 6,2% e a do câmbio, R$ 5,30 Anton Petrus / Getty Images

    Maria Regina Silva, do Estadão Conteúdo

    A XP Investimentos alterou suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para o câmbio. A estimativa para a inflação deste ano agora é de 5,4%, ante 6,2%, enquanto a de 2024 diminuiu de 5,0% para 4,7%, “reflexo da menor inércia inflacionária de 2023 e do câmbio mais forte”.

    Quanto ao dólar, a expectativa da corretora passou de R$ 5,30 para R$ 5,00 no fim de 2023 e foi de R$ 5,40 para R$ 5,15 no final de 2024. “Projetamos um câmbio médio de R$/US$ 4,95 este ano e R$/US$ 5,05 no ano que vem”, cita em nota.

    De acordo com a XP, as condições econômicas globais trouxeram um viés de apreciação ao real. Em sua visão, o dólar americano deve continuar se enfraquecendo, como reflexo do provável fim do aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e de uma recessão iminente no país.

    Outro ponto, acrescenta a corretora, é a expectativa de que os preços das commodities se estabilizem. Nesse sentido, explica, o balanço de pagamentos do Brasil deverá permanecer robusto, com exportações crescentes e entrada líquida significativa de Investimento Direto no País (IDP).

    IPCA

    A estimativa de uma inflação menor em 2023 deve-se a um quadro esperado de um câmbio fortalecido e preços mais baixos de algumas matérias-primas (petróleo, alimentos), argumenta. No IPCA, a XP diminuiu as projeções deste ano para os preços de alimentação no domicílio (de 3,5% para 2,2%), bens industrializados (2,9% para 2,6%) e serviços (de 6,4% para 6,0%).

    Em relação à previsão para o IPCA de 2024, a corretora vê chance crescente de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) – em sua reunião de junho – opte pelo alongamento do horizonte de convergência da inflação, não alterando a meta em si (3,0%). “Na prática, tal decisão permitiria uma inflação mais elevada ao final de 2024”, avalia.