Mercado brasileiro sai na frente na transição energética, diz VP da Delta

Luiz Fernando Vianna, da Delta Energia, destaca posição favorável do país no cenário global de conflitos e alta do petróleo para ampliar uso de fontes alternativas

Da CNN Brasil
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Em meio ao cenário internacional marcado por conflitos e pela alta no preço do petróleo, o Brasil se destaca positivamente na transição energética global. Com uma matriz elétrica predominantemente renovável, o país está em posição privilegiada para ampliar a participação de energias mais limpas. A avaliação é de Luiz Fernando Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do Grupo Delta Energia, que participou do Capital Insights desta semana.

"Eu acho que o Brasil está à frente de muitos países nesse aproveitamento", destacou Vianna, ressaltando que a matriz energética brasileira é altamente renovável, com presença significativa do gás natural como combustível da transição energética.

Desafios na expansão hidrelétrica

Apesar da posição favorável, Vianna menciona com certo saudosismo a interrupção na construção de usinas hidrelétricas no país. "A construção de usinas hidrelétricas deixou de acontecer no país por pressões, até mais sociais do que ambientais", explicou. Essa mudança forçou o Brasil a buscar alternativas para complementar sua matriz energética, como o gás natural, considerado uma fonte mais limpa em comparação com carvão e óleo, que têm participação reduzida na matriz brasileira.

Potencial da energia nuclear

O executivo também destacou o potencial da energia nuclear como alternativa limpa para o país. "Uma fonte que é muito limpa, e o Brasil pretende expandir ainda mais, é a fonte nuclear", afirmou Vianna. Ele reconhece, porém, que o país ainda é muito tímido nesse setor, apesar dos sinais de retomada com projetos como a construção da Usina Angra 3. "Então, vai acontecer, mas ainda um percentual muito pequeno da matriz", completou.

A atual configuração da matriz energética brasileira, com baixa dependência de fontes poluentes como carvão e óleo, posiciona o país em situação vantajosa no contexto global de busca por alternativas mais sustentáveis, especialmente em momentos de alta nos preços dos combustíveis fósseis.

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