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    Ibovespa fecha semana com queda de 0,85% com dados dos EUA no radar; dólar sobe 0,97%, a R$ 4,92

    Investidores reduzem apostas de cortes de juros pelo Fed após surpresa para cima com criação de emprego

    B3: Ibovespa subiu 1,2% no primeiro pregão do segundo semestre
    B3: Ibovespa subiu 1,2% no primeiro pregão do segundo semestre Paulo Whitaker/Reuters

    Da CNN*

    São Paulo

    O Ibovespa fechou a semana em queda, interrompendo a sequência de valorização desde o fim de outubro, enquanto o dólar valorizou, com investidores à espera da última decisão dos juros nos Estados Unidos, na próxima quarta-feira (13).

    As atenções da sessão de hoje ficaram nos dados do mercado de trabalho acima do esperado, aumentando o debate sobre a projeção do início de queda dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), já na primeira metade de 2024.

    Diante destas pressões, o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,86%, aos 127.093 pontos. Na semana, o principal índice do mercado brasileiro acumulou queda de 0,85%.

    Já o dólar encerrou a sessão com alta de 0,41%, aos R$ 4,928 na venda. No saldo semanal, a divisa norte-americana tem valorização de 0,97% ante o par brasileiro.

    De acordo com os dados da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos (BLS, na sigla em inglês), a economia dos EUA criou 199 mil empregos em novembro.

    A taxa de desemprego caiu para 3,7%, de 3,9% no mês anterior.

    Os economistas esperavam a abertura de 180 mil para o mês e que a taxa de desemprego se mantivesse estável.

    Durante a semana, a principal expectativa dos investidores girou em torno da divulgação dos dados do relatório de empregos payroll. Antes de os números saírem, o dólar chegou a oscilar no território negativo, marcando a cotação mínima de R$ 4,895 às 9h31.

    Com a divulgação, às 10h30, o cenário mudou. 

    A força contínua do mercado de trabalho ajudou a alimentar os gastos dos consumidores e o crescimento econômico. O movimento pode pressionar a estratégia do Fed no combate à inflação em meio à expectativa dos investidores com o fim do ciclo de alta dos juros.

    No mercado financeiro, os números seguraram um pouco do ímpeto mais recente dos investidores, que passaram a reduzir as apostas de que o Fed começará a cortar juros já em março.

    Isso se traduziu na alta dos rendimentos dos Treasuries, que acabou por impulsionar o dólar ante as demais divisas.

    Na semana que vem, o Fed realiza seu último encontro de política monetária do ano, com ampla expectativa de que deixará os juros estacionados na faixa atual de 5,25% a 5,50%.

    “Com um maior número de pessoas trabalhando, o consumo pode aumentar e na esteira pressionar o Fed no aumento ou manutenção da taxa de juros”, diz Anderson Silva, head de renda variável e sócio da GT Capital.

    Juros mais altos nos Estados Unidos costumam beneficiar o dólar, conforme investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa norte-americano, considerado extremamente seguro.

    Por outro lado, sinais de que o Fed poderia começar a abrandar sua posição em breve tendem a impulsionar divisas mais arriscadas, mas comparativamente mais rentáveis, como o real e seus pares emergentes.

    *Com Reuters

    Veja também: Entenda quais são os desafios para a economia argentina