Ação da Marcopolo desaba 9% e toca mínima desde abril de 2025 após balanço

Ebitda encolheu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$339 milhões

da Reuters
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As ações da Marcopolo recuavam mais de 9% na bolsa paulista ​nesta terça-feira, tocando mínima intradia desde abril ​do ano passado e respondendo pelo pior desempenho do Ibovespa, após o balanço do segundo trimestre mostrar queda de 15,5% no lucro líquido, para R$ 271 milhões.

O Ebitda encolheu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 339 milhões, com a margem nessa linha caindo de 17,3% para 14,3%, de acordo ⁠com os números divulgados na ​segunda-feira, após o fechamento do mercado.

A receita operacional líquida somou ​R$ 2,37 bilhões, acréscimo de 3%, enquanto a margem bruta passou de 25,7% ⁠para 21,9%.

Por volta de 11h40, os papéis ⁠preferenciais da companhia desabavam 9,12%, a R$ 4,88, enquanto o Ibovespa ​subia ‌0,38%. Na mínima até o momento, foram negociados em queda de 9,31%, a ⁠R$ 4,87, menor cotação intradia desde abril de 2025.

Analistas do Citi avaliaram que a companhia reportou um segundo trimestre fraco, principalmente devido a um mix de entregas menos ‌favorável ⁠no Brasil, ponderando ‌que as receitas ficaram 5% acima da estimativa deles, mas ressaltando que a margem bruta de 21,9%, a menor dos últimos três anos, contribuiu para um Ebitda 17% ⁠abaixo do que esperavam.

Eles acrescentaram que ⁠a base de comparação era desafiadora.

No segundo trimestre de 2025, a Marcopolo produziu 1.348 ônibus ‌rodoviários de alta margem no Brasil e no exterior (34% da produção total), enquanto no período de abril a junho de 2026 esse número caiu para apenas 900 unidades (22% da produção).

"Esse fator, combinado com uma maior participação de micro-ônibus ‌de menor margem (18% da receita no segundo trimestre de 2026, ante 8% no segundo trimestre de 2025) e custos mais elevados de matérias-primas, pressionou a ⁠rentabilidade das operações domésticas", afirmou a equipe liderada por Andre Mazini em relatório a clientes.

"No exterior, as margens foram negativamente impactadas pela valorização do real e ​por resultados mais fracos na Argentina e no México. A Austrália continua apresentando desempenho ​superior e permanece como o principal vetor de crescimento da companhia", destacaram, citando que esperam alguma melhora sequencial no terceiro trimestre. "Mas o ímpeto dos resultados no curto prazo continua sob pressão."

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