Ações da BMW atingem mínimas de 2020 após alerta sobre lucros 

A montadora atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo ⁠dos consumidores

Rachel More e Christoph Steitz, da Reuters, em Berlim
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As ações da montadora alemã de luxo BMW caíram cerca de 7% após ​a empresa ter divulgado, na noite ​de terça-feira (17), um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo ⁠dos consumidores.

Analistas do DeutscheBank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo ​nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

 

A queda nos preços ⁠na quarta-feira (17) levou as ações da BMW ⁠ao seu nível mais baixo desde novembro de 2020 e ​pesou ‌sobre as ações de todo o setor automotivo europeu , incluindo as rivais ⁠alemãs Volkswagen e Mercedes-Benz .

Além de reduzir sua margem operacional no setor automotivo de 4% a 6% para 1% a 3%, a BMW informou que intensificaria os cortes de ‌custos, ⁠com um impacto ‌negativo pontual no segundo semestre de 2026.

A BMW divulgou seu alerta de lucros — que os analistas do JP Morgan descreveram como radical — apenas seis semanas depois ⁠de a empresa ter confirmado suas perspectivas ⁠durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre.

Começo ruim para o novo CEO

É um mau ‌começo para o presidente-executivo Milan Nedeljkovic, que assumiu o cargo no mês passado, substituindo o líder de longa data Oliver Zipse.

“Após três alertas de lucros nos últimos dois anos, todos em grande parte relacionados à China, a ‌imagem da BMW como a ‘marca estável’ do setor automotivo claramente sofreu um golpe”, escreveram analistas do Deutsche Bank em uma nota.

A corretora Jefferies afirmou ⁠que espera que a reestruturação afete principalmente as operações da BMW na Alemanha e possa acelerar a localização em mercados como a China e a América ​do Norte, a fim de proteger as margens e evitar exportações da Alemanha.

Isso poderia ​resultar no anúncio de um corte de 10% a 15% na capacidade durante o ‘Capital Markets Day’ da empresa, ainda este ano, escreveram os analistas do JP Morgan.

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